sábado, 20 de abril de 2024
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Turma de costureiras será diplomada pela Fábrica Social no DF

Os alunos da Fábrica Social são integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único para programas do governo federal (CadÚnico)

“Capacitar pessoas e fabricar sonhos”. Eis um lema que estará na cabeça das 160 formandas da área de costura e serigrafia do projeto Fábrica Social, quando estiverem com o diploma na mão nesta segunda-feira (23), dia marcado para a cerimônia de formatura do grupo.

O evento será realizado na sede da instituição, às 10h, na Cidade do Automóvel. Serão vidas transformadas por uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Renda que objetiva ampliar a oferta de educação profissional.

Os alunos da Fábrica Social são integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único para programas do governo federal (CadÚnico), com renda familiar per capita de até R$ 200. Recebem uniforme, lanche, auxílio de R$ 304 e vale-transporte.

“A Fábrica Social, hoje, é um dos programas mais importantes da nossa secretaria”, aponta a subsecretária de Integração de Ações Sociais, Daniele Lúcia dos Passos. “É uma ação que busca dar condições de entrada no mercado de trabalho para pessoas em vulnerabilidade social, com a possibilidade de se tornarem empreendedoras individuais.”

Novas perspectivas

Moradora de Santa Maria, a formanda Maria da Conceição Ferreira, 49, está animada. Antes de frequentar a Fábrica Social, ela mal sabia colocar uma agulha na máquina de costurar, mas hoje, graças a duas overlocks, toca um pequeno empreendimento com os produtos que confecciona em seu ateliê.

“Antes de entrar para a Fábrica Social, eu estava desempregada, precisava aprender algo, e esse curso me ajudou muito”, valoriza. “Se eu conseguisse colocar a agulha na máquina e fazer a barra da calça, já estava satisfeita, mas fui incentivada a aprender mais, e hoje já consigo ter uma renda com o que aprendi aqui.”

A poucos dias de receber o diploma de costureira, Juliana Saraiva, 38, moradora de Sobradinho, fala do empoderamento conquistado com a profissão apreendida e já faz planos para o futuro após a diplomação: “Espero conseguir um emprego melhor quando sair daqui e também quero incentivar outras mulheres a seguir o mesmo caminho”.

Experiência amplificada

Atualmente, a Fábrica Social possui 470 máquinas de costura industriais aptas a operar nas especialidades de caseadeira, galoneira, interlock, costura reta, refiladeira e pespontadeira. O objetivo é possibilitar o aprendizado e a experiência de uma unidade têxtil completa, por meio de dez módulos que abrangem a prática de malharia inicial, bordado, costura de bolsas e acessórios e serigrafia.

Para a professora de corte e costura Gladis Maria da Silva, as futuras formandas vão levar no currículo mais do que um aprendizado amplo sobre a indústria têxtil e o empreendedorismo. Estarão reforçadas nas noções de humanismo, comportamento, adequação dentro de um ambiente de trabalho, inteligência emocional, relações interpessoais, proatividade e colaboração.

“É uma série de assuntos abordados”, avalia a professora. “Uma questão é a realidade delas, a outra é a realidade do mundo. Também trabalhamos a questão da mulher, porque elas têm filhos, sofrem preconceitos, e temos que fazê-las se sentirem fortes, capazes e conscientes do potencial delas.”

Formatura dos alunos da Fábrica Social

→ Data: segunda-feira (23/01)
→ Horário: 10h
→ Local: SCIA Quadra 14, Conjunto 2, Lote 16, Cidade do Automóvel.

As informações são da Agência Brasília

 

Por Redação do Jornal de Brasília

Foto: Agência Brasília / Reprodução Jornal Brasília

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