quinta-feira, 18 de julho de 2024
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SES-DF disponibiliza rede de cuidados à Pessoa com Deficiência

Para ofertar atendimento integral e contínuo, serviços consideram as especificidades e necessidades de cada paciente

“É difícil para todas as famílias. É difícil desde a hora em que você sai de casa com uma cadeira desse tamanho. É tudo muito desafiador”. E mesmo assim, antes das 7 horas, Simone Aparecida Reis, 49 anos, já acompanhava o filho no Centro Cirúrgico do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Ela é mãe de Gabriel Reis, 25 anos, com paralisia cerebral desde o nascimento.

Apesar do serviço particular de cuidados em casa, é no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do HRT que Gabriel faz acompanhamento odontológico desde os 13 anos de idade, após ter sido encaminhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Vicente Pires. “Na rede particular, a gente não encontra profissionais para fazer esse acompanhamento especializado”, conta Simone.

Para que a extração dos quatro sisos, raspagem e profilaxia fossem realizadas em Gabriel, neste mês, não bastou o atendimento ambulatorial no consultório odontológico, foi preciso utilizar a anestesia geral no centro cirúrgico do HRT. “Esse tipo de atendimento é de extrema importância, considerando a complexidade do paciente. Com a anestesia, conseguimos fazer todos os procedimentos necessários em uma sessão única, o que traz mais conforto para ele”, menciona a cirurgiã-dentista e especialista no atendimento de pessoas com deficiência, Andréia Aquino.

Quando necessário, a Secretaria de Saúde (SES-DF) disponibiliza sala no centro cirúrgico para que possa ser realizado esse tipo de procedimento, que, para ocorrer, precisa da articulação de uma equipe composta, no mínimo, por dez profissionais, entre enfermeiros, anestesistas, dentistas, técnicos em saúde bucal e técnicos de enfermagem.

O CEO do HRT oferece atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), paralisia cerebral, síndrome de down, deficiências intelectuais e múltiplas, Alzheimer e síndromes raras. A demanda para a assistência sob anestesia geral dependerá da condição apresentada pelo paciente bem como da complexidade das necessidades odontológicas.

Rede de serviço

A assistência prestada ao Gabriel é um exemplo de que o atendimento à Pessoa com Deficiência (PcD), além de ser voltado às demandas da saúde, também precisa atender às necessidades específicas da deficiência.

A SES-DF disponibiliza uma Rede de Cuidados à PcD (RCPCD), que organiza a assistência nos três níveis de atenção, ou seja, nas UBSs, nos ambulatórios e nos hospitais. Entre os serviços ofertados estão os Centros Especializados em Reabilitação (CER), presentes em Taguatinga, no Hospital de Apoio de Brasília (HAB) e no Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal), e os CEOs; as oficinas ortopédicas; e os ambulatórios de saúde funcional e de estomias. A oferta de serviço ocorre ainda no Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown); nas unidades de saúde hospitalares com leitos de reabilitação e de cuidados prolongados; na atenção domiciliar; e nas urgências e emergências.

Para garantir o atendimento integral e contínuo, a assistência da SES-DF funciona de modo articulado, como pontua a gerente de Serviços de Saúde Funcional (GESSF) e coordenadora do grupo condutor da RCPCD, Camila Medeiros. “Temos ações para organizar os serviços nessa rede. O que a secretaria busca é ampliar o acesso e o número de serviços ofertados, qualificar profissionais, melhorar o atendimento e sensibilizar as equipes para que saibam que o manejo desses pacientes deve identificar as necessidades dele junto à deficiência”, explica.

O que fazer?

O primeiro passo a ser feito, em caso de suspeita ou diagnóstico de alguma deficiência, é procurar a UBS de referência. A unidade realizará o atendimento e encaminhamentos necessários.

Além disso, visando ao diagnóstico precoce de alguma deficiência, são realizados nas maternidades da rede os testes do pezinho, olhinho, orelhinha e coração (triagem neonatal).

Pessoas com enfermidades crônicas, como vasculares, diabetes e hipertensão, também devem ficar atentas. “A população com essas doenças precisa ser acompanhada e tratada, pois casos desses tipos podem desencadear alguma deficiência”, argumenta a gerente.

Outras informações e serviços sobre a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência da SES-DF aqui.

Por Redação do Jornal de Brasília

Foto: SES-DF / Reprodução Jornal de Brasília

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