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Seis hábitos de líderes com inteligência emocional que fazem diferença sob pressão

É quando uma entrega atrasa, um cliente reclama ou uma reunião sai do...

É quando uma entrega atrasa, um cliente reclama ou uma reunião sai do controle que a inteligência emocional deixa de ser uma expressão de currículo e passa a ser observável. Líderes emocionalmente inteligentes não são aqueles que evitam tensão. 

São os que conseguem administrar a própria reação, compreender o contexto e conduzir outras pessoas quando a pressão aumenta.

O coach de liderança Marcel Schwantes reúne seis comportamentos que, segundo sua experiência profissional, aparecem com frequência em líderes emocionalmente inteligentes. A lista passa por autocontrole, autenticidade, capacidade de ouvir e disposição para considerar perspectivas diferentes antes de decidir. As informações foram retiradas da Fast Company.

  1. Eles fazem uma pausa antes de reagir
    A primeira característica destacada é justamente a capacidade de interromper essa reação automática. Em vez de responder no mesmo instante, o líder cria espaço para entender o que aconteceu e escolher como agir.

A pausa não precisa significar horas de reflexão. Em muitos casos, alguns segundos são suficientes para evitar um comentário sarcástico, uma acusação precipitada ou uma decisão tomada apenas pela irritação.

No ambiente profissional, essa diferença importa porque autocontrole não significa ausência de emoção. Significa conseguir impedir que ela seja a única responsável pela próxima atitude.

  1. Eles não assumem um personagem para liderar
    A segunda característica é autenticidade. Profissionais frequentemente aprendem que ocupar uma posição de liderança exige esconder inseguranças, controlar cada impressão transmitida e demonstrar certeza mesmo quando não possuem todas as respostas.

Líderes emocionalmente inteligentes tendem a seguir outra direção. Segundo Schwantes, eles reconhecem emoções de forma apropriada, mantêm consistência na maneira como tratam diferentes pessoas e constroem confiança porque colegas sabem o que esperar deles.

Autenticidade, porém, não significa transformar reuniões em espaços de exposição pessoal. Um gestor pode admitir que está preocupado com um prazo sem transferir sua ansiedade para a equipe e também pode dizer que não conhece uma resposta e procurar quem possui o conhecimento necessário.

  1. Eles pensam antes de falar
    A frase dita em uma reunião pode ser corrigida depois. O efeito provocado por ela, nem sempre.

Por isso, outro hábito é desacelerar a resposta quando as emoções estão mais intensas. O objetivo é trocar a reação automática por uma comunicação deliberada.

Isso vale especialmente para feedbacks e conflitos. Dizer “essa entrega está sempre errada” produz um efeito diferente de explicar qual aspecto não atendeu à expectativa, qual impacto isso provocou e o que precisa ser corrigido.

Pensar antes de falar não significa suavizar toda crítica, já que em determinadas situações, a mensagem precisa ser firme. O cuidado está em impedir que a tensão substitua a precisão.

A literatura sobre inteligência emocional inclui justamente a capacidade de perceber emoções, compreender seus efeitos e regular a resposta antes de agir.

  1. Eles mantêm a calma quando o ambiente fica tenso
    É fácil demonstrar equilíbrio quando tudo acontece conforme o planejado. A liderança é mais testada quando o prazo estoura, duas áreas entram em conflito ou um cliente exige uma solução imediata.

Líderes emocionalmente inteligentes conseguem manter a compostura sem se tornar passivos. Eles procuram reduzir a escalada da tensão, estabelecer limites e direcionar a conversa para o problema que precisa ser resolvido.

Na prática, isso pode significar interromper uma discussão improdutiva, pedir informações antes de atribuir responsabilidades ou reorganizar prioridades diante de um imprevisto.

  1. Eles praticam autocontrole sem reprimir emoções
    Autocontrole é outro ponto central da lista. A habilidade não consiste em ignorar frustração, medo ou irritação, ela aparece na capacidade de reconhecer essas emoções e decidir qual comportamento é compatível com o objetivo profissional.

A revisão publicada pela APA apresenta o controle de impulsos, tolerância ao estresse e flexibilidade entre os elementos associados a diferentes modelos de inteligência emocional aplicados ao trabalho.

Em uma situação de pressão, isso pode significar evitar uma decisão precipitada; em outra, pode ser necessário estabelecer um limite imediatamente.

O profissional emocionalmente inteligente não responde sempre da mesma maneira. Ele escolhe a resposta de acordo com o contexto.

  1. Eles procuram enxergar além da própria perspectiva
    Autoconhecimento também tem um efeito menos óbvio: perceber que a própria interpretação não é necessariamente a única possível.

Líderes emocionalmente inteligentes tendem a fazer mais perguntas antes de concluir por que alguém agiu de determinada maneira. Consideram informações que podem não possuir e evitam assumir que sua leitura inicial está correta.

Considerar outras perspectivas não significa abandonar a própria decisão, mas sim chegar a ela com mais informação.

O Fórum Econômico Mundial aponta liderança e influência social, além de resiliência, flexibilidade e agilidade, entre as competências mais valorizadas pelos empregadores. O relatório também mostra que habilidades humanas devem continuar relevantes ao lado do avanço acelerado de IA e big data.

Fonte Exame
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