domingo, 19 de maio de 2024
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Madonna faz espetáculo teatral para mais de 1,6 milhão de pessoas no Rio

A cantora fez uma apresentação de mais de duas horas com 30 músicas que marcaram os 40 anos de carreira

Madonna comandou um público de mais de 1,6 milhão de pessoas nas areias da Praia de Copacabana com um show teatral e inesquecível. A rainha do Pop subiu no palco por volta das 22h35 de sábado (4/5) e encantou a plateia com um espetáculo de duas horas que contou com hits das quatro décadas de carreira da cantora.

O público compareceu em peso e superou a expectativa inicial de 1,5 milhão de pessoas. De acordo com a Riotur, mais de 1,6 milhão de pessoas foram para as areias de Copacabana.

A apresentação começou com Nothing Really Matters, apresentado pela cantora em um look todo em preto, assinado pelo estilista Eyob Yohannes, e uma auréola na cabeça, como uma santa.

A partir daí, Madonna relembrou os primeiros anos da carreira, com hits como Everybody, Into the Groove, Burning Up, Open Your Heart e Holiday, músicas que marcaram os últimos anos da década de 1980. “Vou contar a história da minha vida. Não é um filme, é minha vida de verdade e vocês são uma grande parte disso”, anunciou.

A apresentação da cantora mais parecia um grande musical da Broadway, que conta a história de uma de uma garota nascida em Michigan, nos Estados Unidos, que se mudou sozinha para Nova Iorque com apenas 35 dólares no bolso — história que ela sempre faz questão de contar.

Um dos momentos mais emocionantes ocorreu logo no segundo bloco, quando ela apresentou Live to Tell e fez uma homenagem para as pessoas que perderam a vida para a AIDS. Durante a apresentação, artistas brasileiros como Cazuza e Renato Russo tiveram as imagens exibidas no telão. Neste momento, até a própria Madonna se emocionou e lembrou de amigos pessoais que perderam a vida para a doença no auge da epidemia da AIDS.

Em Hung Up, uma das músicas que mais animou o público, Madonna dançou com um balé formado por homens e mulheres com os peitos de fora. Em determinado momento, Madonna beija uma das dançarinas e o público comemorou aos gritos.

O show gratuito, patrocinado pelo Banco Itaú, teve um palco grandioso de 812 m², montado em frente ao Hotel Copacabana Palace. Com 18 m de altura, o piso da estrutura foi erguido a 2,4 metros do chão, de modo a permitir que o público consiga ver a diva mesmo de longe.

Outro momento bastante esperado foi o ballroom de Vogue. Para fazer parte da bancada de jurados, Madonna convidou a brasileira Anitta para avaliar os desfiles: todos receberam 10. 

Durante a apresentação, Anitta e Madonna levantaram placas com as notas enquanto os dançarinos desfilavam. Em determinado momento, dançarinos vestindo apenas jockstrap dançaram no colo das duas cantoras.

“Eu quero chorar aqui. Por tantos anos, vocês sempre estiveram lá por mim com essa bandeira verde e amarela que eu vejo por todos os lados”, disse a cantora ao público. “Eu já queria vim a tanto tempo, mas não tinha lugar disponível pro meu show. Então eu disse que precisava fazer um show na praia”, completou.

Na reta final do show, a cantora fez uma grande homenagem ao Brasil. Ao final do hit La Isla Bonita, um grupo de bateria formado por crianças ritmistas de escolas de samba ocuparam o palco com roupas verde e amarelo.
Ao som de MusicMadonna recebeu Pabllo Vittar para se apresentar com ela no palco erguido na Praia de Copacabana. As duas dançaram juntas e Pabllo chegou a segurar Madonna no colo.

Nesse momento, com todo palco colorido de verde e amarelo, o telão exibia a imagem de grandes brasileiros, como Marielle Franco, Erika Hilton, Fernanda Montenegro e Pelé.

O último bloco do show concluiu a história que o musical de Madonna contou. Com músicas mais recentes, a rainha do Pop mostra o presente e o futuro da carreira, com canções como Give Me All Your Luvin’, Bitch I’m Madonna e Celebration.

A apresentação no Rio de Janeiro encerrou a Celebration Tour, turnê que celebra as quatro décadas de carreira da rainha do Pop.

Por Pedro Grigori do Correio Braziliense

Foto: Pablo PORCIUNCULA/AFP / Reprodução Correio Braziliense

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