segunda-feira, 15 de abril de 2024
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  • Feminicídio no DF cresceu 31,4%

    Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o homicídio diminuiu, mas o feminicídio cresceu em 2020 e 2021.

    Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que os crimes de homicídio diminuíram entre 2020 e 2021, em contrapartida, os casos de feminicídio aumentaram. De acordo com os números, a taxa de homicídios no DF nos últimos dez anos caiu em 62%. No Brasil, a taxa geral do mesmo período demonstra uma queda de 18,3% nos homicídios.

    Porém, a análise feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, indica que a violência contra mulheres diminuiu — 41,8% nos últimos dez
    anos, ao passo que houve uma alta na morte de mulheres no Distrito Federal entre 2020 e 2021, de 31,4%.

    Chama a atenção o número de homicídios de mulheres negras, que teve um aumento de 35% entre 2020 e 2021, no DF. Os dados também mostram que as notificações de violência interpessoal cometidos contra idosos de 60 anos ou mais foi de 2,36%. A análise também traz um dado positivo, de que em dez anos, homicídios por arma de fogo diminuíram 70,6%.

    A pesquisadora sênior do Fórum Brasileiro de Segurança, Juliana Brandão, aponta que dados como esses, que analisam a violência no Brasil, são
    de extrema importância. “Não há outro modo de conseguirmos lidar com isso, se não soubermos qual é o tamanho do problema”.

    Políticas públicas

    Para ela, os dados divulgados estão na contramão da diminuição dos homicídios. “Estamos diante de uma qualificadora do crime de homicídio, o que significa que para o feminicídio ser reconhecido como tal, eu preciso de um agente do estado que tenha essa leitura, de que aquele crime contra a mulher se encaixa dentro do enquadramento que a lei prevê”. Por isso, ela acredita que os crimes estão sendo melhor classificados.

    Juliana afirma que ao lidar com esse tipo de crime, em que as mulheres são vitimadas pelo fato de serem mulheres, e como a lei também define em razão de uma violência doméstica ou intrafamiliar, é possível pensar em políticas públicas que levem em conta que as mulheres estão numa situação de maior vulnerabilidade. “Esse universo de mulheres que estão sendo assassinadas, chega a somar mais 67% no país”.

    A deputada distrital Doutora Jane, reforça que esses dados são importantes para o governo planejar políticas públicas, entender as principais áreas onde os crimes ocorrem para atuar em cada local que aparece como mancha criminal. “As mulheres precisam saber onde as políticas estão e como buscar ajuda. É necessário conscientizar as famílias e a sociedade para que se envolvam no combate à violência doméstica”.

    Por Amanda Karolyne do Jornal de Brasília

    Foto: Reprodução Metrópoles – Acesso 10-12-23

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