quinta-feira, 18 de abril de 2024
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Embaixada de Moçambique visita Restaurante Comunitário do Sol Nascente

Embaixador do país africano em Brasília conheceu as instalações da unidade inaugurada no último dia 14, que teve investimento de cerca de R$ 5,2 milhões

O modelo de sucesso dos restaurantes comunitários do Distrito Federal tem a chance de atravessar o oceano e ser replicado na África. O embaixador de Moçambique, Jacinto Januário Maguni, visitou a recém-inaugurada unidade do Sol Nascente/Pôr do Sol, nesta terça-feira (22). Ciceroneado pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha, o diplomata conheceu toda a estrutura responsável por servir uma média de 2.500 refeições por dia.

‌Localizado na Quadra 105 do Trecho 2, o novo Restaurante Comunitário abriu suas portas no último dia 14 – em sete dias de funcionamento, cerca de 20 mil pratos foram servidos, entre café da manhã, almoço e jantar. A estrutura oferece salão equipado com mesas e cadeiras, cozinha industrial, área de armazenamento de alimentos, câmara de resfriamento e congelamento e sala de nutrição, entre outros setores.

‌“Os restaurantes comunitários levam segurança alimentar para a população em situação de vulnerabilidade. Nessa visita, mostramos como funciona a cozinha, como os funcionários servem a população, como os alimentos são dispostos, falamos sobre precificação”, contou Mayara Rocha. “O embaixador demonstrou muito interesse. É um orgulho ver uma política pública do Governo do Distrito Federal tomando proporções intercontinentais”, destacou.

‌Admirado com a satisfação dos usuários do restaurante comunitário, Maguni reafirmou o desejo de implantar o modelo em Moçambique. “É um desafio que queremos vencer”, disse. “Não é fácil, atualmente, um cidadão fazer uma refeição com R$ 15, R$ 20. Aqui, ele paga R$ 2 por dia para ter três refeições completas. É um projeto que queremos levar para nosso país”, garantiu.

A secretária adjunta de Desenvolvimento Social, Renata Marinho, ressaltou que o GDF tem trabalhado para ampliar e garantir a qualidade dos restaurantes comunitários. “A gente sabe o que isso representa na vida das pessoas em situação de vulnerabilidade social”, observou. “Poder oferecer três refeições diárias, nutricionalmente balanceadas, a R$ 2 é muito gratificante. E ver esse filho ganhar fronteiras é mais gratificante ainda”, pontuou.

‌Moçambique não é o único país a se interessar por essa ferramenta de combate à insegurança alimentar. De acordo com o secretário de Relações Internacionais, Paco Brito, outras três nações africanas já solicitaram uma visita aos restaurantes comunitários. “Eles querem trocar informações para, quem sabe, levar essa experiência para seus países. É um case de sucesso”, avaliou.

Por Agência Brasília

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília

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