domingo, 19 de maio de 2024
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Deputado Chico Vigilante afirma que não falta dinheiro para a saúde pública no DF

Ao CB.Poder, o deputado distrital avaliou que situação da saúde no DF é gravíssima. Ele também atribuiu a epidemia de dengue à falta de ações em prazo hábil

Os problemas da saúde pública, a dengue no Distrito Federal e os preços dos combustíveis foram temas do CB.Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta segunda-feira (15/4), que teve como convidado o deputado distrital Chico Vigilante (PT). Aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Victor Corrêa, o parlamentar afirmou que há uma falência no sistema público de saúde do DF.

Para ele, o sistema de saúde pública está em uma condição grave. “Não é culpa da Secretaria de Saúde. O governo atual está errado. No mandato de Rollemberg, ele criou os institutos hospitalares de base. Nos dias de hoje, Ibaneis disse que vai ampliar o Instituto de Gestão Estratégica da Saúde (Iges-DF). É como eu digo, temos que tirar o Iges-DF, se não eles vão acabar com a saúde no DF. A situação que vivemos hoje na saúde é gravíssima, nós temos 36 mil pessoas na fila para realizar uma cirurgia, que nunca é feita. Imagina a situação de uma pessoa com câncer, é a ‘fila da morte’. Os cidadãos que vinham de fora se tratar em Brasília, hoje estão saindo de Brasília para se tratar em outro lugar”, afirma.

Chico Vigilante avaliou que não falta dinheiro para investir na saúde. “Não tem porque o Distrito Federal ter sofrido com o infestamento de dengue como aconteceu. Não sou médico, não sou técnico, mas me informo com especialistas. Para combater a dengue, é necessário trabalhar no decorrer dos meses indo nas casas, verificando onde tem a possibilidade de ter um ninho com os ovos do mosquito para que ele não se prolifere”, analisou. “Demitiram os agentes de saúde que faziam esta prevenção e, naquele momento, o mosquito tomou conta”, acrescentou.

Os preços dos combustíveis foi outro assunto comentado. “Investigamos e desarticulamos um cartel de gasolina, 21 proprietários de posse foram condenados, após uma ação da CAD e da Polícia Federal, na qual foi aplicada uma multa de R$ 2 bilhões para as empresas. Em resposta, soltaram uma nota dizendo que o preço aumentou devido ao etanol, que estava caro. Porém, era mentira. Acionamos os devidos órgãos e a verdade é que o preço diminuiu. A gasolina, que estava em R$ 5,99, hoje se encontra até em R$ 5,54. Aí a prova de que o preço foi aumentado indevidamente”, concluiu.

*Estagiário sob supervisão de Malcia Afonso

Por Caio Ramos do Correio Braziliense

Foto: Kayo Magalhães/CB/D.A Press / Reprodução Correio Braziliense

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