sábado, 20 de julho de 2024
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Com Covid-19 em alta, sistema imunológico fortalecido diminui casos sérios da doença

Para o médico Hugo Gatto, treinos moderados, sono e alimentação são principais aliados para imunidade alta.

Os benefícios da prática de exercícios físicos para a saúde já são bastante conhecidos e durante a pandemia, ficou ainda mais claro a importância de se exercitar para fortalecer o sistema imunológico. Com o número de casos de Covid-19 voltando a subir em todo o país e uma possível nova onda da doença, manter a imunidade alta passa a ser uma preocupação, ainda mais quando casos graves do coronavírus estão associados ao desequilíbrio do sistema imune mediada por moléculas de ATP, de acordo com estudo publicado na revista Frontiers in Immunology, conduzido por pesquisadores da USP. Para o médico Hugo Gatto, pós-graduando em Medicina do Esporte, os exercícios são uma forma de proteção, mas precisam ser moderados para não causar efeito contrário.

Dr. Hugo ressalta que não é recomendado exceder o limite de 7 horas de exercícios por semana. “Atletas de alta performance fazem uma carga de treinamento que é excessiva, então acaba que o sistema imune abaixa, devido ao alto desgaste e estresse metabólico”, comenta o especialista. O médico alerta também para a importância de uma boa noite de sono e uma alimentação equilibrada, que associados a treinos regulares – aquela mais leve, de 1 hora por dia, contribui para o fortalecimento do sistema imune. “Práticas como nadar, pedalar e correr aumentam a imunidade especificamente no sistema respiratório, foco primário da covid-19”.

O médico explica que os exercícios também estão estritamente ligados à diminuição do estresse oxidativo, que é o desbalanço entre radicais livres e antioxidantes em nosso corpo, que pode ocasionar sérios riscos à nossa saúde, como envelhecimento precoce e morte celular, além de doenças. “O estresse oxidativo pode gerar consequências que se agravam em condições patológicas como a Síndrome Aguda Respiratória Severa”, diz Hugo.

Somado a isso, já existem estudos que comprovam essa relação direta. Uma pesquisa realizada pela organização Kaiser Permanente, publicado no British Journal of Sports Medicine, observou quase 50 mil adultos com coronavírus. Os resultados demonstraram que aqueles que realizavam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, apresentaram incidências significativamente menores de hospitalização, admissão em UTI e morte devido à Covid-19.

No entanto o médico especializando em Medicina do Esporte pontua que o sedentarismo não agrava somente casos de Covid-19, como também de outras enfermidades. “O quadro agudo do coronavírus pode ser um dos muitos malefícios causados pelo sedentarismo. Outras doenças como diabetes, derrames, alguns tipos de câncer e problemas cardiovasculares também são agravados pelo comportamento sedentário. Ou seja, a pratica de exercícios é essencial para uma vida longa e saudável”, finaliza Hugo Gatto.

Sobre Hugo Gatto

Graduado em medicina pela FURB (Universidade Regional de Blumenau), o Dr. Hugo Gatto tornou-se referência em implantes hormonais, além de contar com pós graduação em andamento em Nutrologia e Medicina do Esporte. Hugo também está à frente da clínica, Instituto Gatto, referência em reposição hormonal, emagrecimento e hipertrofia.

Por Redação do Jornal de Brasília

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Reprodução Jornal de Brasília

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