segunda-feira, 15 de abril de 2024
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  • Classes D/E lideram alta de consumo no país

    Com crescimento de 5,2% em relação a 2021, brasileiros pertencentes a estas classes dividem renda entre obrigações rotineiras e produtos de desejo

    Indo contra diversos fatores e problemas no país, as classes D e E lideraram, em 2022, a alta do consumo nacional com crescimento de 5,2%, se comparado com o ano anterior, segundo o relatório Consumer Insights, da Kantar. No total, a alta do país, ao englobar todas as classes no recorte de aquisição de bens de consumo massivos, foi de 2,7%, no ano passado.

    Esses grupos representam metade da população brasileira, com mais de 213 milhões de habitantes que recebe uma renda mensal que varia entre R$ 1.300 e R$ 5.000, de acordo com o Instituto Locomotiva, sendo que metade deste ganho é utilizado em compras de supermercado.

    “Apesar de esta parcela da população brasileira estar preocupada com os itens básicos de sobrevivência alimentar, ela ainda encontra, principalmente no varejo nacional, produtos de interesse e lazer, ajudando a impulsionar a economia nacional”, explica Rogério Albuquerque, head de marketing e produtos da Card.

    Consumo variado por meios de pagamento pode explicar alta

    No início dos anos 2000 se popularizou o cartão de crédito como um dos principais modos de pagamento do consumidor brasileiro. A partir deles, muitos cidadãos realizaram compras antes distantes da própria realidade, mas muitas vezes sonhadas, como televisores, celulares, roupas e acessórios.

    Atualmente, cerca de 70% dos brasileiros que fazem uso do cartão de crédito possuem três ou mais cartões, segundo o Serasa, número que evidencia o pico da popularidade que o meio de pagamento alcançou no país.

    “O cartão de crédito hoje além de ser um agente de compras grandes, também é um facilitador do dia a dia, pois as empresas têm cada vez mais estimulado o uso do cartão na rotina, dando benefícios, como milhas, trocas de pontos por produtos e até cashback”, comenta Rogério.

    Além dos cartões de crédito, o brasileiro está muito ligado ao pagamento realizado em dinheiro. Pioneira no país, a Card, empresa de meios de pagamento, possui diversos serviços de assinatura por meio das mais de 90 mil maquininhas espalhadas no país, que dispensam o uso do cartão em compras que antes eram atreladas obrigatoriamente aos mesmos, como os serviços de streaming.

    A chegada do Pix também alavancou a estrutura econômica de pagamentos no país, possibilitando que o varejo físico e digital passassem a fornecer opções com desconto, por meio do pagamento instantâneo, que recentemente se tornou o principal meio de pagamento do país, representando 29% de todas as transações realizadas no Brasil em 2022.

    “Mesmo com dificuldades e peculiaridades de um país ainda em processo de retomada econômica após a pandemia, é possível observar que o consumidor continua engajado nas compras, seja no ambiente físico ou digital. Assim, o varejo deve perceber as oportunidades e continuar a estimular este movimento daqui para frente”, finaliza o especialista.

    Por Redação Jornal de Brasília

    Foto: Agência Brasil / Reprodução Jornal de Brasília

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