terça-feira, 23 de abril de 2024
publicidade publicidade

Campus Party Brasília proporciona um voo por meio da realidade virtual

Neste domingo (31/3) é o último dia do evento tecnológico, que tem apoio do Correio. Para quem quiser aproveitar a programação da 6ª Campus Party Brasília, no Estádio Mané Garrincha, as atrações gratuitas vão até as 16h

Com uma programação de palestras que vão desde inteligência artificial até como começar uma carreira na área de tecnologia e desenvolvimento, o penúltimo dia da 6ª Campus Party Brasília foi o mais movimentado entre os outros visitados pela reportagem do Correio

Nos corredores do evento, que se encerra hoje, uma variedade de palestras, oficinas, explicações, mentorias, jogos, concursos de culinária em impressora 3D. Para quem explora toda essa programação acontecendo ao mesmo tempo, a sensação é de que as diferentes abas do seu navegador de internet pularam para a realidade. 

A organização do evento espera pelo menos 100 mil pessoas curtindo a programação da área gratuita. Foram 10 mil inscritos para a área open e 2,5 mil campuseiros, que são os jovens acampados nas instalações do Estádio Mané Garrincha.

Um dos estandes mais concorridos entre os entusiastas da tecnologia mistura realidade virtual e esportes radicais. A asa delta com óculos imersivos em realidade virtual, com visão em 360°, consiste em vestir um colete e suspender a pessoa com um guincho. Assim, o corpo fica livre para se movimentar. Um sensor no trapézio capta os movimentos e, conforme a pessoa desloca o sensor, o operador move o cenário no game. A vista de um sobrevoo em montanhas e geleiras é realista.

Quem desenvolveu a brincadeira foi Rodrigo Oliva, 48 anos, um publicitário criativo interessado em mecânica, segundo ele mesmo. Rodrigo trabalha com 3D há 30 anos e havia criado dois simuladores em outras edições da Campus Party. O dispositivo criado por ele chamou atenção de uma marca produtora de placas de vídeo, a GigaByte, que lançou um desafio para ele desenvolver uma game de esporte radical interativo com realidade virtual. “Passei a noite em claro pensando em uma atividade que fosse fácil de executar e cheguei na ideia da asa delta”, contou.

De acordo com o desenvolvedor, a experiência já foi vivida por mais de 10 mil pessoas, circulando em quase todas as capitais do país. “O interessante é que inclusivo. Todo mundo pode ir, desde as crianças de 3 anos até os de 88 anos, não importa a idade, todo mundo pode brincar”, avisou. A única ressalva são as grávidas e quem tem labirintite. “E para quem tem medo de altura, é melhor ainda, porque aqui vai descobrir que nem é tudo isso. Nós fazemos de uma forma suave para a pessoa não ter tanto medo e aproveitar o sistema”, reforçou, entre risos.

O próximo passo de Rodrigo é fazer uma espécie de “gamificação do turismo”. “A gente vai captar imagens com um drone e a pessoa poderá escolher qual lugar quer voar. Estamos começando com a cidade de Maricá, no Rio de Janeiro. A tecnologia nós já temos”, afirmou. 

A estudante do curso de análise de desenvolvimento de sistemas, Ana Carla Conceição Pereira, 19, teve o primeiro contato com os óculos de realidade virtual no passeio de asa delta. “Foi bem divertido. É super interativo. Como você só vê a imagem, dá para sentir como se você estivesse lá realmente”, contou.

Robôs interativos

Entre os estandes dos projetos com divulgação na feira, as automações coloridas fabricadas por Glauber dos Santos, 37, chamava atenção de quem estivesse passando. Ele é fabricante de instrumentos musicais, mais especificamente de harpas, e tem na robótica sua segunda atividade.

Entre a arte e a tecnologia, Glauber criou sistemas controlados. Na bancada de sua mesa, havia uma ilustração feita à grafite com apenas uma instrução: “toque no desenho”. Ao tocar, um dos robôs começa a se movimentar. É que a eletricidade do nosso próprio corpo faz a condução. Além, claro, do transistor, dispositivo semicondutor usado para amplificar ou atenuar a intensidade da corrente elétrica, que ele ajustou a sensibilidade para fazer os componentes eletrônicos funcionarem a partir da comunicação via rádio.

Glauber começou a fazer robôs como uma brincadeira, ainda criança. Hoje, ensina jovens a criarem os próprios circuitos automatizados. “Para fazer sistemas controlados é preciso entender do básico de mecânica e eletrônica. Sem isso não funciona. É importante saber bem a base para poder juntar as pecinhas, quase como brincar com lego”, explicou. Para os pequenos, o professor ensina a parte manual de como construir automações. Só depois entram os aprendizados de programação, no computador.

Para não esquecer

Neste domingo, às 16h, vai acontecer a seletiva da Liga Brasileira de Cosplay. No desfile, os cosplayers vão precisar interagir e dramatizar os personages. A última etapa do concurso será no palco Fábrica dos Empreendedores. 

Serviço 

6ª Campus Party

Data: até 31/03.

Hora: até às 16h.

Local: Estádio Mané Garrincha.

Por Carolina Braga do Correio Braziliense

Foto: Carlos Vieira/CB / Reprodução Correio Braziliense

Posts relacionados