Carlo Ancelotti falou sobre medo na véspera da estreia do Brasil contra Marrocos. Atribuiu o empate por 1 x 1 com Marrocos na estreia à ansiedade. Preocupado com os sentimentos da Seleção na Copa do Mundo, o italiano conta com a ajuda da psicóloga Marisa Santiago para tratar as emoções do grupo no torneio e deixou a partida contra o Haiti satisfeito com a evolução na partida desta sexta-feira.
“Marisa (Santiago) está trabalhando muito bem com a gente, hoje a equipe estava mais tranquila, focada no jogo, com mais tranquilidade na jogada, perdemos poucas bolas. A equipe jogou bem em nível coletivo”, elogiou o treinador em resposta ao Correio na sala de conferência do Lincoln Financial Field depois da partida desta sexta-feira.
O técnico do Brasil praticamente cravou a estreia de Neymar na Copa de 2026 contra a Escócia na partida do próximo dia 24, no Hard Rock Stadium, em Miami, pela última rodada do Grupo C. “Sim, Neymar vai treinar amanhã (20/6) individualmente. Na segunda-feira, vai estar com a equipe e depois vai estar preparado para o jogo contra a Escócia”, revelou.
Enquanto Neymar deixa o departamento médico, o domingo será de preocupação com o atacante Raphinha. “Vamos avaliar amanhã, agora não sabemos o que aconteceu. Coloquei Rayan porque mostrou boa qualidade, tem perfil diferente de Raphinha. São pequenos detalhes que determinam a entrada de um ou outro jogador. Por pequenos detalhes escolhi Rayan”, afirmou Carletto sobre a contusão e a escolha do substituto.
O comandante verde-amarelo avaliou o desempenho coletivo do time. “Era o que eu esperava: melhorar a qualidade do jogo, com menos erros e mais efetividade na frente. Atrás mais controle, a nível defensivo foi um bom jogo. Obviamente, temos que melhorar. Melhoramos, vamos melhorar no próximo jogo. Temos que aproveitar essa fase de grupos para começar bem o mata-mata (fase de 16 avos), anterior às oitavas de final.
Ancelotti admitiu que o Brasil cedeu demais espaço ao Haiti no segundo tempo. “Eles chegaram bastante porque mudaram um pouco o sistema, chegaram mais comparando com a primeira etapa. Também tivemos oportunidade de contra-ataque, marcamos um gol com Endrick, botamos uma bola na trave com Martinelli. Então, se podia jogar melhor sim, com mais intensidade, mas creio que é um momento dessa Copa que às vezes tem que pensar também nos outros jogos”, ponderou o técnico.
Embora haja uma disputa paralela com Marrocos pelo primeiro lugar do Grupo C, o italiano não pensa nos critérios de desempate no duelo com a Escócia. “Não. O time que vai ao campo é o que penso que pode jogar para ganhar o jogo. Depois vemos o resultado das outras equipes, só depois do jogo. Vamos ver se podemos chegar em segundo, primeiro ou terceiro”. Em 1994, quando era assistente de Arrigo Sacchi na primeira Copa disputada nos Estados Unidos, a Itália avançou às oitavas de final na terceira colocação e foi vice-campeã.
Fonte Correio Braziliense
Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP









