Em novo desdobramento de fraudes da fintech Naskar, um dos sócios envolvidos nos golpes foi preso novamente na manhã desta quinta-feira (24/9). Em julho deste ano, ele e outros dois foram presos e, posteriormente soltos para serem julgados em liberdade. Entretanto, o suspeito descumpriu uma medida cautelar, imposta em julgamento, ocasionando uma nova prisão pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf).
A empresa operava em São Paulo e no Distrito Federal, sendo a Naskar Gestão de Ativos investigada desde maio, por fazer desaparecer cerca de R$ 335 milhões de investimento dos cliente, assim como omitir informações sobre o modo de operação da empresa.
Já a Naskar Investimentos, marca associada, teria causado um prejuízo de quase R$ 1 bilhão. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o homem foi encontrado e preso na capital de SP, como resultado da segunda fase da Operação Quimera.
Relembre o caso
Há cerca de 13 anos, a Naskar captava recursos dos clientes enquanto garantia a rentabilidade fixa de 2% do valor total, por mês, ou seja, em torno de 175% do CDI. Com sede física, filiais, aplicativo próprio e publicidade, a empresa atuava sem registro como instituição de pagamento, nem de instituição financeira, ou mesmo qualquer outra modalidade que concederia a permissão para captar recursos de clientes.
Em maio deste ano, o público que investia na Naskar passou a registrar reclamações e denúncias, alegando que o dinheiro nas contas havia desaparecido. A empresa, por sua vez, justificou que um problema técnico teria causado o sumiço desses valores. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou a investigar a fraude, que também fez vítimas na capital.
Fonte Correio Braziliense
Foto: PCDF









