sábado, 20 de julho de 2024
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Lula diz ser contra o aborto, mas que PL é “insanidade”

Presidente se pronunciou pela primeira vez sobre o PL que equipara a pena de quem comete aborto ao de homicídio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado (15/6) contra o projeto de lei que aumenta a pena para quem comete aborto, em discussão no Congresso. Lula disse ser contra o aborto, mas que é uma “insanidade querer punir uma mulher vítima de estupro com uma pena maior que um criminoso que comete o estupro.

Lula disse, ainda, acreditar que as leis existentes garantem que “a gente aja de forma civilizada nesses casos, tratando com rigor o estuprador e com respeito às vítimas”. Ele ainda ressaltou que o aborto é uma realidade e que deve ser tratado como uma questão de saúde pública. “Quando alguém apresenta uma proposta de que a vítima precisa ser punida com mais rigor do que o estuprador não é sério. Sinceramente, não é sério”, disse em entrevista coletiva. 

O presidente estava sendo cobrado que se pronunciasse sobre o projeto que tem causado polêmica. Ontem, ao ser questionado sobre o assunto, Lula se limitou a dizer que ao voltar ao Brasil ia “tomar pé da situação”. Lula está na Europa, onde participou da 112ª Conferência anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do encontro do G7. 

Também ontem foi que os primeiros integrantes do governo começaram a se pronunciar sobre o assunto, quase dois dias após a votação relâmpago do requerimento de urgência para o PL, no plenário da Câmara. O projeto ainda não tem data para ser votado no plenário da Câmara. 

A primeira-dama Janja Lula da Silva disse que o PL ataca a dignidade das mulheres e meninas. “Os propositores do PL parecem desconhecer as batalhas que mulheres, meninas e suas famílias enfrentam para exercer seu direito ao aborto legal e seguro no Brasil.” Já o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o governo iria trabalhar pata que o projeto não fosse aprovado. “Não contem com o governo para essa barbaridade. Vamos trabalhar para que um projeto como esse não seja votado”, disse. 

Por Thays Martins do Correio Braziliense

Foto: Ricardo Stuckert / PR / Reprodução Correio Braziliense

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