quinta-feira, 18 de abril de 2024
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Laboratório farmacêutico pode virar realidade no DF

Rogério Morro da Cruz, teve reuniões com secretários do GDF para dar início ao estudo para implantação do laboratório farmacêutico do DF

O Deputado Rogério Morro da Cruz, se reuniu na tarde desta quinta-feira (31), com o Secretário de Estado de Projetos Especiais (SEPE) Jorge Azevedo Filho e o Subsecretário de Estruturação e Gestão de Projetos: Danilo Ricardo de Mota Moura, onde ficou consignado a criação de um grupo técnico, com representantes da Secretaria de Saúde e da SEPE para dar início ao estudo para implantação do laboratório farmacêutico do DF.

Em 2021 foi feito um chamamento público, mas não houve interesse dos empresários do setor devido a algumas indefinições referente a futura execução do projeto. Mas agora com apoio do Deputado Rogério Morro da Cruz, que garantiu emenda para contratação de consultoria que irá desenvolver estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica para o laboratório de medicamentos o projeto vai sair do papel.

“A criação do laboratório farmacêutico público, será de grande importância para atender as pessoas mais carentes e incentivar a pesquisa e fabricação dos medicamentos e vacinas para que não haja desabastecimento na rede publica,” afirmou Rogério.

As companhias também serão responsáveis pela construção das estruturas, pela manutenção e operação da unidade. O modelo de contratação será uma parceria público privada (PPP).

Brasil

Ainda no seguimento industrial na saúde, outro grande feito que chamou a atenção nesta quinta foi o anuncio no Rio de Janeiro da construção de uma fábrica de vacina que contará com um investimento de aproximadamente R$ 5 bilhões, distribuídos ao longo de 4 anos.

Essa será a maior planta de processamento e envase de vacinas da América Latina, capaz de processar e envasar 180 milhões de doses por ano de diversas vacinas e irá contribuir de modo expressivo para a autossuficiência na produção nacional, economizando aproximadamente R$ 3 bilhões ao ano para os cofres públicos.

A GRT Partners, líder do consórcio vencedor da licitação aberta pela Fiocruz e Ministério da Saúde em fevereiro de 2021 para a construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), concretizou a assinatura da carta de intenções junto à PowerChina International.

A PowerChina é uma empresa global com faturamento de aproximadamente US$ 80 bilhões e com mais de 180 mil funcionários atuando em mais de 130 países, trazendo a expertise e a solidez necessárias na construção, além de cumprir com os requisitos de garantia que permitem a contratação do Financiamento de Longo Prazo na modalidade de Project Finance, garantindo a entrega do complexo, consolidando uma parceria de longo prazo entre o Brasil e a China na produção de vacinas para escala nacional e internacional.

Quando pronta, a planta irá gerar 1500 empregos qualificados, além de 5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos na fase de construção. O objetivo é contribuir de modo expressivo para a autossuficiência na produção nacional, economizando aproximadamente R$ 3 bilhões de reais ao ano aos cofres públicos com importação de vacinas. A Fiocruz é a maior exportadora do mundo de vacinas da febre amarela atendendo a OMS e outras organizações mundiais e, após concluída, a fábrica irá gerar R$ 2 bilhões de receita somente com exportações da vacina de Covid-19.

O terreno da planta conta com 579 mil metros quadrados, e terá 324 mil metros quadrados de área construída. A fábrica atende 100% das demandas ESG. Foram plantadas mais de 30 mil árvores em um cinturão verde ao redor da área. Os quase mil funcionários passarão por treinamento em descarte e manejo de resíduos químicos. Toda a água resultante dos efluentes será utilizada no local, que conta com captação e armazenamento da água da chuva. A fábrica será no polo industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

“Em 2020, o Brasil importou 44% da sua necessidade interna, e com a conclusão da planta esse número irá cair para 2%. O país sai de deficitário para superavitário no campo das vacinas, passando a ocupar um papel de destaque no cenário internacional e ser auto-suficiente em vacinas”, conclui o sócio da GRT Partners, Giovanni Calfat.

O projeto é grandioso e permitirá reduzir as vulnerabilidades nacionais no setor, viabilizando um maior acesso às tecnologias de ponta, dando respostas mais rápidas às necessidades do SUS, com menor custo e gerando empregos. Com isso, a GRT Partners e a Power China International alinharam um cronograma de seis meses preparatório para o início das obras.

Por Redação do Jornal de Brasília

Foto: Reprodução Jornal de Brasília

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