segunda-feira, 15 de abril de 2024
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  • Jovens artistas despontam como novos talentos em Brasília

    A eles, a missão de dar continuidade à safra de bons músicos que Brasília sempre teve. Tarefa nada fácil, mas executada com sucesso até então

    A capital federal sempre foi celeiro de grandes artistas. Desde o rock de Legião Urbana ao pagode do Menos é Mais, o que não falta em Brasília é música boa e gente talentosa, e se depender dos jovens brasilienses, nunca vai faltar.

    Muitos adolescentes da capital estão ingressando cedo na vida musical. É o caso do João Vitor Bontempo, de 17 anos. O jovem aproveitou o período ocioso da pandemia para aprender a tocar. “Comprei minha primeira guitarra em 2019, mas só me aprofundei em 2020”, explica.

    Apreciador de metal e math rock, João Vitor foi inspirado por um amigo baterista. “Quando eu vi ele tocando, achei tão incrível que me despertou a vontade de tocar algum instrumento”, explica. “Naquele dia, cheguei em casa já me imaginando tocando guitarra.”

    Hoje, João Vitor estuda no Instituto de Música Karashima, na 313 Sul. A escola promove, todo semestre, um recital onde vários alunos se apresentam em algum local. Nesta semana, João e outros colegas do Karashima tocaram no Feitiço das Artes (306 Norte).

    Como quase todo garoto que aprende a tocar na adolescência, João sonha em viver de música. “Amo tocar, produzir, aprender… tenho esse objetivo (de levar a carreira musical como profissão). Tô na idade em que se precisa estudar muito para vestibulares e essas coisas, mas se me vier a oportunidade de conseguir viver de música a longo prazo, eu aceitaria”, declara.

    Caio Terra, 15 anos, é daqueles que começam bem cedo. Aos 5, participou de uma apresentação de flauta na escola e ali percebeu que levava jeito. A mãe, Rebecca Terra, apoiando a arte do filho, já tratou de matricular o prodígio em uma escola de música. “Comecei a aprender piano, mas fui para a guitarra e foquei ali. Hoje, sou multi-instrumentista, mas meus principais instrumentos são guitarra e contrabaixo”, explica o garoto, que gosta de rock por influência dos pais.

    Apesar da pouca idade, Caio já integrou diversos projetos. Atualmente, ele toca na banda NoBreath e tem o projeto solo DirtyFall. Antes, fundou o grupo Os Minhocas e integrou as bandas Klown e Stratum VX.

    O músico explica mais sobre os atuais projetos: “A dirtyfall é o projeto solo que criei em 2021 com uns riffs que sobravam das composições das minhas bandas antigas. É algo mais voltado para o metal extremo, mais especificamente ao death metal. As letras das músicas, na maioria das vezes, são sobre questões filosóficas, problemas mentais, desabafos, etc. É um projeto que eu faço com a alma, mesmo, com muito sentimento, tanto no instrumental quanto nas letras”, conta Caio.

    “Sobre a NoBreath, passei a fazer parte da banda no início deste ano. Eu sou fã deles desde o show no Sick Fest de 2021. Tem um som mais puxado para o trash metal, mas com muitas influências do death metal clássico. Já fizemos cinco shows em 2023 e temos mais datas marcadas. Também estamos com um EP pronto, que em breve será lançado”, revela o jovem artista.

    Fã de metal extremo, Caio tem como influências bandas como Entombed, Dismember, Slayer, Sepultura e At The Gates. “Mas a minha preferida mesmo é o Pink Floyd. Por mais que eu não incorpore os elementos deles nas minhas músicas, é a banda que eu mais gosto de ouvir, sempre ouço os álbuns completos, tenho até a discografia física”, comenta.

    O jovem criou o próprio selo fonográfico, o DirtyFall Records, e tem produzido artistas locais. “Estou fazendo produções bem versáteis, desde bandas de metal a cantores de bossa nova”, conta. Os planos de Caio para o futuro são neste sentido. Prova disso é que, neste semestre, ele passou a estudar Processos Fonográficos na Escola de Música de Brasília. “Pretendo manter esse lance das gravações por um bom tempo, tenho me dedicado para aprender sobre estúdio e partes técnicas de áudio”, conclui.

    São tantos os prodígios da capital que já tem gente indo estudar fora. É o caso de Nina (Marina Neder). Aos 18 anos, a jovem brasiliense lançou recentemente um single que antecede um EP e foi aprovada para estudar na Faculdade Berklee de Música, uma das maiores do mundo.

    O EP “Where did it go” vai conter seis músicas, todas cantadas em inglês. Em entrevista ao JBr à época, Nina contou que as faixas têm referências de jazz, R&B e indie rock, com temas que variam entre relacionamentos, família e reflexões sobre a sociedade, entre outros.

    Motivada sobretudo pela mãe pianista, Nina começou a tocar piano aos 6 anos. Aos 11, desbravou o trompete e a música popular. Logo depois, comprou um violão e uma guitarra e se desafiou a compor, sempre mesclando as línguas inglesa e portuguesa — a artista estudou em uma escola internacional durante a infância.

    Acompanhe os artistas nas redes sociais e plataformas digitais:

    João Vitor Bontempo: Instagram
    Caio Terra: Instagram | Spotify
    Nina: Instagram | Spotify

    Por Willian Matos do Jornal de Brasília

    Foto: Reprodução Jornal de Brasília

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