O presidente da Câmara dos Deputados,
Hugo Motta (Republicanos-PB), finaliza a semana cercado de polêmicas e com um alto índice de reações negativas em suas redes sociais. Além de se indispor com os líderes do PT, Lindbergh Farias (RJ), e do PL,
Sóstenes Cavalcante (RJ), na Câmara, ele acionou um sindicalista, em sua terra natal, Paraíba, para retirar outdoors de sindicatos com críticas à PEC da Blindagem.
De acordo com levantamento da agência de inteligência digital Ativaweb, entre a terça-feira (25/11) e quinta-feira (27) desta semana, 1.090.006 mensagens foram analisadas, em que 61,8% das menções ao presidente da Câmara foram negativas, 16,8% foram positivas e 21,4% neutras. Os dados foram colhidos das redes sociais Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e YouTube.
Segundo Alek Maracajá, cientista de dados e proprietário da empresa paraibana Ativaweb, os ataques partiram tanto da ala governista, quanto da oposição. “O algoritmo não entende lado político, ele entende comportamento. Quando o volume de rejeição ultrapassa 60%, o sistema de recomendação das plataformas passa a impulsionar esse conteúdo de forma orgânica. É o que chamamos de colapso de centralidade narrativa”, explicou.
Segundo a pesquisa, a crise digital foi intensificada especificamente após o duplo rompimento político, que foi interpretado nas redes como sinal de isolamento institucional. Entre as milhares de mensagens uma se repete: “paraibanos não reelejam Hugo Motta”.
Há também postagens criticando a falta de punição para os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). “E os deputados foragidos, vai continuar protegendo? Não quero mais pagar essa conta”, disse um internauta.
Por Revista Plano B
Fonte Correio Braziliense
Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados