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A verdadeira missão de ‘O Mandaloriano e Grogu’: salvar Star Wars nos cinemas

Bastou que a imagem do pequeno fantoche verde, orelhudo e enrugado caísse na...

Bastou que a imagem do pequeno fantoche verde, orelhudo e enrugado caísse na internet para que um fenômeno mundial fosse estabelecido em novembro de 2019. O bichinho proveniente da série The Mandalorian, então novidade do Disney+, foi logo apelidado de “Bebê Yoda” — por sua clara semelhança com o personagem incontornável da franquia de filmes Star Wars. Antes mesmo que produtos licenciados surgissem nas prateleiras, 2,7 milhões de dólares foram movimentados na internet na compra de bonecos ilegais. Sete anos depois, o monstrengo fofo já é conhecido por seu nome e por sua personalidade travessa: não se trata de uma versão filhote do Yoda, mas, sim, de Grogu, tipo da mesma espécie do respeitado mestre jedi esverdeado. Sua popularidade foi essencial para tirar do papel o filme O Mandaloriano e Grogu (The Mandalorian and Grogu, Estados Unidos, 2026), que chega aos cinemas na quinta 21, expandindo a trama da série na qual o caçador de recompensas Din Djarin (Pedro Pascal) se afeiçoa do baixinho em uma missão — para, enfim, se tornarem inseparáveis.

A dupla inusitada e suas aventuras com tom de faroeste escondem nas entrelinhas a fórmula da magia de Star Wars — que a própria franquia perdeu aos poucos no cinema. Iniciada em 1977, a saga intergaláctica do visionário George Lucas foi pioneira ao levar a ficção científica, antes relegada à literatura popular e ao cinema de baixo orçamento, para o alto escalão de Hollywood. Mesclando no roteiro amizades inabaláveis, famílias complicadas, viagens espaciais e a guerra contra um império opressivo, a produção ainda se impôs como referência visual no uso de efeitos práticos, ou seja, com muita maquiagem em atores, além de fantasias de robôs e alienígenas. Hoje, o rústico, como o boneco de Grogu, coexiste com imagens geradas por tecnologia de ponta.

A vastidão de épocas, personagens e planetas fez de Star Wars uma mina de ouro inesgotável, formada por três trilogias principais, um ótimo filme derivado, Rogue One, e diversas séries de TV — sendo duas realmente relevantes, Andor e The Mandalorian (confira no quadro). Com tantas possibilidades, a irregularidade virou padrão. Filmes ótimos e outros pouco empolgantes convivem na cronologia, que se vale do amplo séquito de fãs dispostos a ver tudo desse universo.

O eixo principal de produções são as trilogias Star Wars, sendo que a última delas chegou aos cinemas entre 2015 e 2019. A estreia foi espetacular, com a volta em cena de personagens como Hans Solo e Chewbacca. Os capítulos seguintes, porém, não mantiveram o mesmo ritmo, o que afetou os lucros. A Ascensão Skywalker, de 2019, passou de 1 bilhão de dólares em bilheteria, mas longe do lucro esperado em cima de um orçamento de 500 milhões. A Disney, que detém os direitos de Star Wars, pôs o pé no freio dos projetos cinematográficos — até agora.

Foto: LUCASFILM/Walt Disney Studios/.

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