Um levantamento realizado pela Terra de Direitos e pela Justiça Global registrou 134 episódios de violência política durante os 50 dias de campanha do 1º turno das eleições. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (7/10), representam uma ocorrência a cada nove horas e apontam aumento em relação ao mesmo período de 2022, quando foram contabilizados 121 casos.
A frequência dos episódios também foi superior à registrada no período pré-eleitoral. Durante a campanha, a média foi de um caso a cada nove horas, cinco vezes maior do que a média de um episódio a cada 44 horas registrada anteriormente.
As mulheres cisgênero e trans foram as principais vítimas, representando 52,2% dos casos, com 70 episódios, enquanto homens foram vítimas em 61 ocorrências. Entre os 102 episódios direcionados a candidaturas registradas, que correspondem a 76,1% do total, 60 atingiram mulheres, o equivalente a 58,8%.
Entre os casos de violência contra mulheres, 75,7% apresentaram algum marcador discriminatório. Foram identificados 45 episódios relacionados a machismo ou misoginia, nove a racismo e cinco a transfobia.
Pessoas negras, entre pretas e pardas, representaram 44,8% das vítimas de violência política no 1º turno, com 60 casos registrados.
As ameaças foram o tipo de violência mais frequente, com 64 episódios. Em seguida, aparecem ofensas, com 33 casos; agressões físicas, com 19; e atentados, com 11 ocorrências. Também foram registrados cinco episódios de criminalização e dois assassinatos.
Os dois assassinatos tiveram como vítimas agentes municipais do sexo masculino: um vereador e um secretário. O recorte por gênero também aparece nos casos envolvendo armas de fogo. As 12 ocorrências registradas tiveram homens como vítimas.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação / PCDF









