A inteligência artificial já ajuda estudantes a escrever, resumir, pesquisar, analisar informações e desenvolver ideias em poucos segundos. Essa velocidade, porém, não elimina a necessidade de saber questionar resultados, trabalhar em equipe e avaliar o impacto de uma decisão sobre outras pessoas.
O debate chega às universidades em um momento no qual empresas procuram profissionais que não apenas operem ferramentas, mas saibam usá-las com discernimento. O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, coloca resiliência, flexibilidade, liderança, influência social, pensamento criativo, motivação e autoconsciência entre as competências centrais para o mercado. As informações foram retiradas da Media Update.
Inteligência artificial exige mais julgamento, não menos
A presença da IA nas atividades acadêmicas e profissionais mudou a discussão sobre preparo para o trabalho. Saber produzir uma resposta deixou de ser suficiente quando qualquer ferramenta pode apresentar uma versão inicial em poucos instantes.
O diferencial passa a aparecer depois da geração do conteúdo: verificar se a informação está correta, reconhecer limitações, testar ideias e decidir se o resultado serve ao contexto.
Nas áreas de marketing, design e negócios, esse julgamento interfere diretamente na estratégia, no relacionamento com clientes e na confiança depositada em uma marca. Um texto pode estar bem escrito e ainda ser inadequado ao público. Uma análise pode parecer convincente e ignorar consequências importantes.
Empresas procuram quem sabe trabalhar com pessoas
Segundo a Red & Yellow, empregadores precisam de graduados capazes de ouvir, receber avaliações, colaborar com pessoas de diferentes culturas, administrar conflitos e tomar decisões responsáveis. Essas competências não concorrem com a formação técnica — elas determinam como o conhecimento será aplicado no ambiente de trabalho.
Dados da OCDE reforçam essa relação. Habilidades sociais e emocionais, como autocontrole, resistência ao estresse, cooperação, sociabilidade e curiosidade, estão associadas ao desempenho profissional, ao bem-estar e a resultados acadêmicos. Um relatório da organização também concluiu que essas competências contribuem para emprego, remuneração e satisfação no trabalho, mesmo quando habilidades cognitivas são consideradas.
Para jovens em início de carreira, elas aparecem em situações concretas: defender uma ideia sem desqualificar o colega, receber uma crítica sem reagir impulsivamente e reconhecer quando uma decisão precisa ser revista.
Formação precisa aproximar tecnologia e comportamento
A orientação da escola é que alfabetização em IA e inteligência emocional sejam ensinadas em conjunto. Não basta apresentar ferramentas aos alunos. É necessário criar ambientes nos quais eles possam sustentar argumentos, trabalhar em grupo, receber feedback e refletir sobre os efeitos de suas escolhas.
A proposta acompanha uma mudança mais ampla no mercado. Embora competências tecnológicas estejam entre as que mais crescem em importância, empregadores também valorizam pensamento analítico, criatividade, adaptabilidade, curiosidade e aprendizagem contínua.
Essa combinação reduz dois riscos:
Formar profissionais tecnicamente preparados, mas incapazes de colaborar
Desenvolver boa comunicação sem a base necessária para tomar decisões consistentes
Aprenda sobre inteligência emocional com especialistas
No fim das contas, dominar a inteligência emocional é dominar a si mesmo. Esse curso é uma oportunidade gratuita para aprender a se automotivar diante de dificuldades, manter o equilíbrio em momentos de alta pressão e liderar com empatia e impacto.
Fonte Exame
Foto: Agência SP








