Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são um dos principais pilares da política pública de saúde mental no Brasil. O modelo de centros de atenção foi criado para substituir os grandes hospitais psiquiátricos para dar espaço a locais voltados ao cuidado especializado dependendo da necessidade do paciente.
O CAPS faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS), e tem como foco de atendimento pessoas com sofrimento psíquico intenso, incluindo transtornos mentais graves, além de usuários de álcool e outras drogas. O programa é voltado também à reabilitação psicossocial e na reinserção do paciente na sociedade.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem mais de 2,9 mil unidades de CAPS distribuídas em 1973 municípios do território nacional. A rede de atendimento também inclui serviços em Unidades Básicas de Saúde (UBS), leitos em hospitais gerais e equipes de consultório na rua.
Existem diferentes tipos de CAPS, que podem variar dependendo do porte do município e das necessidades do paciente:
- CAPS I, II e III: atendem adultos com transtornos mentais graves, variando na capacidade e intensidade do cuidado;
- CAPS AD: especializados em álcool e outras drogas;
- CAPS i: voltados para crianças e adolescentes.
Os CAPS III e alguns CAPS AD funcionam 24 horas, inclusive com possibilidade de acolhimento noturno em momentos de crise, evitando internações hospitalares prolongadas.
Diferentemente de outros serviços especializados, não é obrigatório ter encaminhamento médico para o primeiro atendimento no CAPS, basta procurar a unidade mais próxima com documento de identificação e o cartão do SUS.
No centro de atenção, o usuário passa por um acolhimento inicial,onde é avaliada a situação e definido o plano terapêutico, que pode incluir atendimentos individuais, participação em grupos, oficinas terapêuticas e acompanhamento familiar.
Outra porta de entrada são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que podem identificar a necessidade e encaminhar o paciente. Escolas, serviços de assistência social e familiares também costumam desempenhar papel importante no processo.
As equipes do CAPS são formadas por psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e outros profissionais. O atendimento é gratuito e busca respeitar a singularidade de cada paciente, priorizando o cuidado em liberdade e evitando internações sempre que possível.
*Estagiário sob supervisão de Paulo Leite
Por Revista Plano B
Fonte Correio Braziliense
Foto: Pedro Santana / CB









