Outros posts

Os pares perfeitos de Flamengo e Palmeiras na busca pelo tetra

A vida no futebol também pode ser melhor a dois. A renovação dos...

A vida no futebol também pode ser melhor a dois. A renovação dos votos de casamento de Palmeiras ou Flamengo com o quarto “sim” à Libertadores está ligada à conexão de dois pares na final de hoje, às 18h, no Estádio Monumental de Lima. Flaco López e Vitor Roque vivem lua de mel no alviverde e podem reforçar a alegria da união em 2025 aos quatro ventos, mas precisam torcer para que a relação Bruno Henrique e Arrascaeta esteja em crise. Último capítulo da série Glória Eterna mostra como os duetos podem resolver a decisão na capital peruana.

A primeira estrela de Libertadores bordada da camisa do Palmeiras teve forte influência de uma dupla. Na edição de 1999, Paulo Nunes e Oséas eram as referências abastecidas pela constelação com Alex, César Sampaio, Zinho e outras feras. Evair e Edmundo também marcaram época com cinco títulos em dois anos, incluindo o bicampeonato brasileiro. Agora, a sintonia da vez é entre Flaco López e Vitor Roque.

Há uma curiosidade: o palco da final de hoje é o mesmo da primeira exibição de Flaco López e Vitor Roque juntos pelo Palmeiras. Em 14 de agosto, Abel Ferreira ousou na formação e viu a dupla bagunçar a defesa do Universitario-PER. Dos quatro gols marcados naquela noite, três tiveram a assinatura deles. De lá para cá, são 20 como titulares. O saldo é positivo, com 11 vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Dos 38 gols do time nesse recorte, 22 foram marcados pela dupla, sem contar as 13 assistências.

O segundo semestre iluminado permite Flaco López e Vitor Roque sonharem em disputar a Copa do Mundo do próximo ano. O argentino tem sido constantemente chamado pelo técnico Lionel Scaloni. O Tigrinho voltou a ser convocado pela Seleção Brasileira e foi observado de perto por Carlo Ancelotti neste mês.

Não existe receita para o futebol, mas o par palmeirense faz tudo parecer simples. Uma das explicações para o sucesso em três meses está em como se completam de acordo com as respectivas características. Flaco tem mais jeitão de centroavante, porém costuma sair da área e, às vezes, recua até o meio de campo para buscar a bola. Vitor Roque fica mais solto, com possibilidade de atacar as lacunas da defesa adversária e finalizar. Há a chance da revanche para o Tigrinho. Ele foi titular do Athletico-PR de Luiz Felipe Scolari na derrota por 1 x 0 para o Flamengo na final da Libertadores de 2022.

Não faz tanto tempo assim que Filipe Luís trocou os pés pelas mãos ao se tornar treinador. Por isso, conhece e confia muito no poder de decisão de Giorgian De Arrascaeta e Bruno Henrique. Se há candidatos a heróis na decisão de amanhã, eles são os mais cotados. Mais vitoriosos jogadores da história do Flamengo, com 15 conquistas, equilibram-se no protagonismo.

Arrascaeta tem sido o destaque rubro-negro desde o início da temporada. A campanha de liderança na Série A do Brasileirão tem o uruguaio como maior goleador do time, com 18 bolas na rede. Incomum, considerando que ele é mais arco do que flecha. Ou seja, prefere servir, encurtar o caminho para companheiros. Considerando todas as competições e os 59 jogos em 2025, são 23 bolas na rede e 17 assistências. Nem no ano mágico de 2019 com Jorge Jesus foi tão eficiente.

Arrascaeta está inspirado. É o primeiro ano dele com a histórica camisa 10, de Zico. Tem a bênção do Galinho de Quintino e curte uma realização pessoal: a de ser pai. Ele e a esposa, Camila Bastiani, aguardam a chegada de Milano. Não bastasse tudo isso, o maestro está de contrato renovado até dezembro de 2028.

Bruno Henrique é um típico mineiro “come-quieto”. É discreto, não costuma polemizar e, quando o adversário menos espera, rouba a cena e costuma destravar e resolver partidas importantes. É assim desde a chegada ao Flamengo, em 2019. A diferença era que, até o ano passado, os holofotes eram todos do também decisivo Gabriel Barbosa. O camisa 27 tem 16 finais pelo Flamengo. São 11 participações em gols, com nove bolas na rede e duas assistências. As intervenções foram títulos de Copa do Brasil, Carioca, Recopa Sul-Americana e Supercopa.

BH vive novembro como mês de redenção. Escapou de suspensão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após ser denunciado por dar informação privilegiada ao irmão, de que tomaria cartão amarelo em 2023. A média de gols do camisa 27 em novembro é de um por jogo, a sequência mais expressiva desde 2021. Naquele período, emplacou seis gols e três assistências com o mesmo número de partidas. O bom momento contrasta com a reclamação de que não gostava de atuar na função de camisa 9, antes da lesão de Pedro.

Por Revista Plano B
Fonte Correio Braziliense
Foto:  Kleber Sales/CB/D.A. Press

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp