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Taxa de desemprego cai para o menor patamar da história

A taxa de desemprego caiu para 5,4%, no trimestre encerrado em outubro de...

A taxa de desemprego caiu para 5,4%, no trimestre encerrado em outubro de 2025, novo piso da série histórica, iniciada em 2012, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre anterior, a taxa estava em 5,6%, que era considerado o menor patamar da série até então. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve recuo de 0,7 ponto percentual.

Os dados da pesquisa do IBGE mostram que a população ocupada atingiu o menor contingente desde o início da série, somando 5,9 milhões. O total de trabalhadores formais e informais permaneceu estável em 102,5 milhões, ainda em patamar recorde, enquanto o nível de ocupação se manteve em 58,8%.

A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, chamou atenção pelo fato de que o número de pessoas empregadas parou de crescer. “A queda do desemprego reflete o acúmulo de ganhos observados ao longo do terceiro trimestre, mas ocorre em um contexto de estabilização da população ocupada, indicando que o mercado de trabalho atingiu seu piso cíclico”, avaliou a especialista.

A taxa composta de subutilização — que reúne desocupados, pessoas que poderiam trabalhar mais e aquelas que gostariam de trabalhar, mas não buscam vaga — permaneceu em 13,9%, o menor nível da série histórica. Já a população desalentada, que desistiu de procurar emprego, chegou em 2,647 milhões.

No trimestre encerrado em outubro, a taxa de informalidade alcançou 37,8% da população ocupada, o equivalente a 38,7 milhões de trabalhadores, repetindo o patamar do trimestre móvel anterior. O número de empregados do setor privado com carteira assinada manteve o recorde, atingindo 39,2 milhões e permanecendo estável no trimestre.

Do lado da informalidade, o contingente de empregados com carteira assinada no setor privado somou 13,6 milhões, dado estável no período. O total trabalhadores por conta própria ficou em 25,9 milhões, igualmente sem variação relevante.

Para Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, apesar da mínima histórica do desemprego no país, os dados mostram que o mercado de trabalho tem perdido fôlego. “Embora a taxa de desemprego tenha caído ao mínimo histórico, o indicador dessazonalizado permanece estável em 5,7% pelo terceiro mês consecutivo, mesmo com o aumento típico das contratações temporárias no fim do ano”, comentou.

Rendimento

A massa de rendimento real atingiu novo recorde, alcançando R$ 357,3 bilhões, com estabilidade no trimestre e alta de 5,0% em relação ao ano anterior. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.528, permanecendo estatisticamente estável no trimestre e avançando 3,9% na comparação anual.

Apesar de o mercado de trabalho dar sinais de arrefecimento, os rendimentos continuam pressionados, reflexo da inflação de serviços ainda em torno de 6%, lembrou Ricciardi. “Portanto, esperamos, à frente, ver que os rendimentos passem a desacelerar e, depois, poderemos dizer que a inflexão no mercado de trabalho tende a impactar mais a inflação”, disse.

Por Revista Plano B
Fonte Correio Braziliense
Foto: PACIFICO

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