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Vendas de sorvete disparam com calor e devem crescer até 40%

O mercado de sorvetes dá sinais de recuperação no segundo semestre, impulsionado pelo...

O mercado de sorvetes dá sinais de recuperação no segundo semestre, impulsionado pelo aumento das temperaturas. Segundo dados do Sindiatacadista-DF, o segmento acumula queda de aproximadamente 4% nas vendas do ano em comparação com o mesmo período de 2023.

Apesar do resultado negativo acumulado, os últimos meses apontam para uma mudança de cenário. Em agosto, as vendas de sorvetes cresceram 17% em relação à média registrada entre janeiro e julho. A expectativa para setembro e outubro é ainda mais positiva.

A projeção do setor é de um crescimento de até 40% na média dos dois meses, também na comparação com a média do início do ano. O movimento reforça a influência do clima sobre o consumo, já que historicamente os meses de agosto, setembro e outubro apresentam maior procura por sobremesas geladas.

Lysipo Torminn Gomide, diretor da Brassol Brasília Alimentos e Sorvetes, explica que o movimento já foi observado. “Neste ano, já observamos esse movimento em agosto, com crescimento de 17% em relação à média dos meses anteriores. Para setembro e outubro, a expectativa é ainda mais positiva”, afirma.

Consumidor mais exigente

Além do impacto do clima, o setor também identifica uma alteração no comportamento do consumidor. De acordo com o Sindiatacadista-DF, o público está mais exigente e demonstra maior interesse por produtos de qualidade e marcas premium.

Alaor Gomes, presidente do Sindiatacadista-DF, destaca que essa busca indica uma valorização da experiência e do valor agregado. “O consumidor não quer apenas comprar um sorvete; ele procura uma experiência melhor, um produto que entregue qualidade e que justifique a sua escolha”, pontua.

Segundo Gomes, essa mudança de perfil tem movimentado o mercado e aberto espaço para produtos com maior valor agregado. O mesmo crescimento de consumo, informa ele, também foi observado nas vendas de açaí.

A expectativa do setor é que a chegada dos meses mais quentes ajude a compensar parte da retração observada no primeiro semestre e aqueça toda a cadeia de comercialização de produtos gelados.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Pexels/Divulgação

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