O debate promovido a dois dias da eleição que definirá o próximo presidente da República pelos próximos quatro anos foi marcado por acusações entre os dois candidatos que concorrem ao Palácio do Planalto. No final do encontro da TV Globo, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tiveram um minuto e meio para convencer o eleitor a apertar “22” ou “13” nas urnas no próximo domingo (25).
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente, que concorre à reeleição, iniciou a última fala com um pedido de desculpas “por coisas que vocês viram aqui e que não mereciam ver”,em referência ao último encontro televisivo.
Na sequência, Lula pediu para que os eleitores dessem “um Google” para ver qual presidente gastou mais no cartão corporativo – assunto tratado por Flávio durante o debate. “Pesquisem e publiquem amanhã para saber que ele está mentindo outra vez. Eles gastaram quase 30% a mais do que nós”, disse Lula.
Dados corrigidos pela inflação mostram que o ex-presidente Jair Bolsonaro gastou R$ 32,6 milhões no cartão corporativo enquanto governou o país, entre 2019 e 2022. Já no atual mandato do presidente Lula, as despesas com o cartão chegaram a R$ 84,54 milhões entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, segundo dados do Portal das Transparência. Cerca de 98% desses gastos estão sob sigilo presidencial.
Durante a mensagem final, Lula ainda pediu para que os eleitores comparassem a “biografia” entre os dois candidatos e citou a infância e adolescência pobre no interior de Pernambuco.
“Comecei a trabalhar com 12 anos de idade. Vendi tapioca, vendi laranja, vendi amendoim, vendi sardinha, trabalhei de tudo, engraxate, torneiro mecânico e virei presidente da República. E vocês sabem o que nós fizemos juntos”, acrescentou Lula.
Ao final, o candidato à reeleição voltou a associar o adversário às milícias. “Ou a gente mantém a democracia funcionando, ou a gente vai ter um miliciano governando esse país dentro do Palácio do Planalto, o que não é bom para ninguém”, comentou.
Flávio Bolsonaro (PL)
Já o candidato pelo Partido Liberal (PL) iniciou a mensagem final com um agradecimento a Deus e aos eleitores. Ele também voltou a tratar o caso do pai como uma “injustiça” e pediu um “voto de confiança” nas urnas.
“Eu quero aqui me comprometer com três coisas. Primeiro, que eu nunca vou me comprometer com aquilo que eu não puder cumprir e, segundo, que eu vou devolver o seu poder de compra. Você vai voltar a ter dinheiro no bolso. E, terceiro, eu vou, de verdade, lutar pela sua liberdade, pela soberania do Brasil, para você voltar a andar em paz nas ruas”, disse Flávio.
Na sequência, ele pediu para que os espectadores fizessem uma reflexão: “Sua vida melhorou ou piorou nos últimos quatro anos?”, e acusou a atual gestão petista de ter sido omissa nos últimos “quase 20 anos”.
“Eles tiveram a oportunidade de fazer por quase 20 anos e não fizeram. Você está andando com mais ou com menos medo na rua? Você está andando com mais medo. Você está devendo mais ou menos por causa do atual governo? Você está devendo mais”, defendeu o presidenciável.
No fim, Flávio Bolsonaro ainda pediu que os eleitores rezassem em casa. “Eu quero encerrar aqui, pedindo que você, em casa, reze um ‘Pai Nosso’ para que a nação brasileira possa se sentir tocada por Deus e tomar a decisão correta no domingo”, concluiu.
Fonte Correio Braziliense
Foto: AFP








