quarta-feira, 19 de junho de 2024
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UnB está entre as melhores universidades da América Latina e Caribe

De 430 instituições, a Universidade de Brasília ficou com o 25º lugar no ranking do QS Latin America & The Caribbean University. Reconhecimento no mercado de trabalho foi um dos indicadores de destaque

A Universidade de Brasília (UnB) está no 25º lugar entre as melhores da América Latina e Caribe e faz parte do recorte das 6% mais bem avaliadas, segundo o QS Latin America & The Caribbean University Rankings 2024. No ranking deste ano, foram classificadas 430 instituições. No Brasil, foram 97 participantes e a UnB ficou na nona colocação. Considerando apenas as 48 federais, obteve o quinto lugar. Em relação ao ano passado, a federal brasiliense subiu uma posição na avaliação, o que é mais um motivo para comemorar.

A decana de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional da UnB, Denise Imbroisi, afirma que o reconhecimento mostra que, mesmo com todas as adversidades, a federal conseguiu manter e melhorar os resultados acadêmicos. “Esse ranking avalia várias coisas, e a UnB demonstrou resultados muito, muito bons”, diz a decana.

A pontuação da UnB passou de 66,7 para 67,4 em relação à anterior. A avaliação leva em conta oito indicadores: reputação acadêmica, reconhecimento do mercado de trabalho, razão entre docentes e estudantes, docentes com doutorado, redes de pesquisa internacionais, citações por artigo, artigos por docente e impacto na internet.

Um dos indicadores mais importantes é a reputação acadêmica, na qual a UnB obteve 78. Mas o maior aumento foi no reconhecimento no mercado de trabalho, com crescimento de mais de 27%. Outros escores significativos foram doutorado (99,4), redes de pesquisa internacionais (97,5) e impacto na internet (88,1).

Para Denise, essa evolução considerável mostra que a atuação da universidade nos últimos anos deu resultado.”No mercado de trabalho, o destaque foi muito bom e isso mostra nosso empenho nesses últimos anos na publicação de artigos, que mesmo com o custo elevado, é algo que vale a pena, porque tem mostrado bons resultados”, relata a docente.

Para os rankings dos próximos anos, a decana vislumbra avanço. “Queremos sempre estar em boas posições, mas, para isso, precisamos de mais investimentos para pesquisas, inovação e tecnologia, investimentos em docentes, pesquisadores e nos alunos que estão em vulnerabilidade econômica para que consigam continuar na universidade”, elenca.

Estímulo

Denise ressalta que a colocação traz um estimulo muito grande aos alunos. “Eles conseguem ver o resultado do trabalho em nível internacional, e que a UnB tem mostrado sua capacidade. Eles percebem que o que você faz é reconhecido, gerando a ampliação de estudantes em pesquisas”, comemora. Para a decana, essa conquista só é possível com um conjunto de pessoas para vencer um desafio, e uma construção coletiva.

Luzia Fernanda, 26 anos, é estudante do curso de engenharia de energia na UnB e destaca que é enriquecedor estar em um espaço conhecido pela excelência acadêmica e pela diversidade de oportunidades que oferece. “Como estudante, tenho acesso a um ambiente acadêmico estimulante, repleto de professores qualificados e colegas dedicados. É uma jornada de crescimento intelectual, cultural e pessoal, na qual tenho a chance de contribuir para a sociedade e me preparar para desafios futuros no campo da engenharia de energia”, comenta a jovem.

O estudante Guilherme Dômenico, 27, diz que o ranking o deixa feliz e orgulhoso. “Por mais que tenha seus problemas, a UnB nos oferece professores capacitados e um ambiente de aprendizado universal, onde podemos circular pelos departamentos e não apenas nos limitarmos às informações vindas dos nossos próprios cursos”, enfatiza o aluno de comunicação.

Héllen Gomes, colega de Guilherme, celebra que o resultado demonstra a qualidade da instituição. “Consigo ver isso diariamente de perto, a dedicação e o esforço. A gente vê também que tem várias bases assim, critérios que os professores seguem na hora de lecionar, na hora de ensinar, são professores extremamente capacitados, com currículos muito bons”, ressalta. 

UnB

A Universidade de Brasília foi fundada em 21 de abril de 1962, teve como um dos precursores o escritor e político Darcy Ribeiro. Atualmente, cerca de 55 mil pessoas circulam, todos os dias, pelos corredores, salas de aulas e laboratórios da Universidade. Sendo de acordo com o último levantamento: Docentes, 2.818 ; Total de estudantes, 48.045; Graduação, 39.610; Pós-graduação, 8.435.

Ao todo, a UnB possui quatro campi, sendo no Plano Piloto (campus Darcy Ribeiro), em Ceilândia (Faculdade UnB Ceilândia), no Gama (Faculdade UnB Gama) e em Planaltina (Faculdade UnB Planaltina), o que totaliza uma área de 4.787.449,13 m².

Por Mariana Saraiva do Correio Braziliense

Foto: Ed Alves/CB/D.A Press / Reprodução Correio Braziliense

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