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Teleconsulta nas UPAs do DF ultrapassa 50 mil atendimentos

As teleconsultas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal estão disponíveis...

As teleconsultas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal estão disponíveis nas 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O serviço permite que pacientes classificados com menor gravidade recebam avaliação médica por videochamada. O atendimento foi ampliado até as 22h em quatro unidades e passou a ser oferecido também aos fins de semana em todas as UPAs.

Para Lillian Campos dos Santos, gerente de Regulação em Saúde da Diretoria de Atenção à Saúde (Diase), a marca demonstra a consolidação da teleconsulta na rede pública. “Ultrapassar 50 mil atendimentos demonstra que a teleconsulta deixou de ser um projeto-piloto e passou a integrar os fluxos assistenciais do SUS. Esse resultado representa um avanço na ampliação do acesso e no fortalecimento da capacidade de resposta do sistema”, destaca.

A modalidade agiliza a avaliação de casos menos graves e permite que as equipes e a estrutura presencial concentrem esforços nos pacientes que precisam de cuidados mais complexos. A estratégia também contribui para organizar o fluxo de atendimento, especialmente nos períodos de maior demanda.   Desde maio de 2025, foram mais de 50 mil atendimentos.

Rapidez no atendimento

Os resultados demonstram ganhos de agilidade e resolutividade. Entre os pacientes classificados como verdes e elegíveis à teleconsulta, 87% dos casos são resolvidos remotamente, enquanto 11,6% precisam de atendimento presencial. Além disso, esses pacientes esperam cerca de 70 minutos a menos e apresentam taxa de evasão de 10%, ante 32% entre os que seguem diretamente para o atendimento presencial. 

Após a triagem e a classificação de risco, os profissionais de enfermagem identificam os pacientes que podem ser atendidos por teleconsulta e apresentam essa opção. A consulta por videochamada só é realizada com a concordância do paciente.

Durante a consulta remota, o paciente recebe suporte dos profissionais da própria UPA. Quando necessário, o médico pode encaminhá-lo para avaliação presencial, realização de exames, administração de medicamentos ou reavaliação clínica na unidade. A conduta é definida conforme as condições de cada paciente, e a teleconsulta não substitui o atendimento presencial quando ele é indicado. 

Experiência de paciente reforça acolhimento e agilidade

A moradora do assentamento do Incra, em Planaltina de Goiás, Ana Ferreira de Barros, de 69 anos, procurou a UPA de Sobradinho durante uma crise de fibromialgia. Atendida por teleconsulta pela primeira vez, ela destacou a rapidez e o acolhimento. “Quando a crise vem, não tem jeito, preciso tomar medicação na veia. Quando estou de frente para o médico, fico tímida e receosa de falar tudo. Online, não. Falei tudo sem timidez”, relata. 

Após a consulta, Ana seguiu para receber a medicação indicada. “Fui muito bem atendida e espero sair daqui sem dor. Recomendo o serviço, podem confiar”, afirma. 

Já na UPA do Gama, a adesão dos pacientes à modalidade também tem sido acompanhada por avaliações positivas. Segundo o gerente da unidade, Otávio Maia, o índice de satisfação dos usuários chegou a 85% em setembro. Ele atribui o resultado à agilidade do atendimento e ao acompanhamento oferecido pela equipe de enfermagem durante todo o processo.

“Os pacientes ficam surpresos quando conhecem a possibilidade de fazer uma teleconsulta, porque não estão acostumados com esse tipo de atendimento no SUS. Mas temos percebido uma boa adesão e uma satisfação crescente”, explica Maia.

O gerente destaca que a presença do técnico de enfermagem também ajuda a esclarecer dúvidas e a aumentar a confiança dos usuários. “Durante o atendimento, esse profissional acompanha o paciente e o orienta nas diferentes etapas, desde a consulta por videochamada até os procedimentos realizados na unidade.”

Serviço ganha novos horários e tem resultados monitorados

Novas contratações e ajustes nas escalas médicas ampliaram a capacidade de atendimento. Em setembro de 2026, o serviço passou a funcionar aos sábados e, em outubro, aos domingos. No mesmo mês, as UPAs de Vicente Pires, Gama, São Sebastião e Brazlândia ampliaram o horário de atendimento até as 22h. Nas demais unidades, o atendimento ocorre das 7h às 19h, assim como aos sábados, domingos e feriados. A previsão é estender o horário até as 22h às demais unidades, de segunda a sexta-feira, de forma progressiva, conforme o planejamento operacional. 

A ampliação da teleconsulta é coordenada pela Gerência de Regulação em Saúde, por meio do Núcleo de Telessaúde, em conjunto com as Superintendências das UPAs. O trabalho inclui o alinhamento dos fluxos assistenciais, o aprimoramento da identificação dos pacientes elegíveis e a organização dos retornos.

O IgesDF acompanha diariamente os resultados por meio de painéis e ferramentas de análise de dados. Os indicadores incluem produtividade dos profissionais, tempo de espera, permanência na unidade, realização de exames e desfecho clínico.

Confiança dos pacientes fortalece o serviço

A aceitação dos usuários também contribui para a consolidação da teleconsulta. As experiências de quem já utilizou o serviço ajudam a divulgar essa possibilidade nas comunidades atendidas pelas UPAs e a familiarizar outros pacientes com a modalidade.

Para a gerente Lillian Campos, o acolhimento e as orientações oferecidas pelas equipes são fundamentais para que os pacientes compreendam como funciona a consulta por videochamada e se sintam seguros ao utilizá-la.

“A confiança do paciente é fundamental para a consolidação da teleconsulta. Quando ele é bem acolhido, recebe as orientações necessárias e tem uma boa experiência, sente-se mais seguro para utilizar o serviço e compartilhar essa possibilidade com outras pessoas”, observa a gerente.


*Com informações do IgesDF

Fonte Agência Brasília
Foto: Ualisson Noronha/IgesDF

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