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Saiba quem é quem no Conselho Superior do MPF que analisa caso sobre Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal analisa nesta sexta-feira (25) a atuação...

O Conselho Superior do Ministério Público Federal analisa nesta sexta-feira (25) a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos procedimentos relacionados ao Banco Master. O grupo é composto por dez integrantes, incluindo Gonet, que avaliarão a admissibilidade das acusações para dar encaminhamento às investigações. O atual PGR, porém, não participará da votação, uma vez que é alvo do caso.

O procedimento em análise foi aberto após a divulgação de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro nas quais o nome de Gonet aparece em diferentes contextos. O Conselho deverá avaliar se o material apresenta elementos suficientes para justificar abrir investigação quanto a possível prática de crime por parte do PGR.

Quem são os subprocuradores:

Francisco de Assis Vieira Sanseverino

O subprocurador é relator do caso no conselho. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1983, Sanseverino é mestre em Instituições de Direito e do Estado pela PUC-RS e foi professor da Faculdade de Direito da universidade entre 1987 e 2008.

Além de subprocurador, é coordenador da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. O órgão é responsável por investigar lavagem de dinheiro, crimes fiscais, investigações financeiras e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.

Nicolao Dino

Nicolao é irmão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino. Vice-presidente do Conselho, ele assumiu o cargo em 1º de setembro, mesma data em que as mensagens de Vorcaro que mencionam Gonet foram tornadas públicas. O subprocurador assumirá a presidência da sessão, uma vez que Gonet está impedido de participar da análise de um procedimento que envolve sua própria atuação.

Formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, especialista em Direito pela mesma instituição e mestre pela Universidade Federal de Pernambuco. Entrou no Ministério Público Federal como procurador da República em 1991 e promovido a procurador regional da República em 2003. Foi secretário de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral da República entre 2013 e 2014 e promovido a subprocurador-geral da República em 2014.

Hindemburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho

Formado em Direito pela PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), mestre e doutor em Direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Foi procurador regional eleitoral substituto em Minas Gerais de 1993 até 1994. De 1996 a 1998 foi procurador da República em Minas Gerais.

Ocupou o cargo de diretor de pós-graduação da Escola Superior do Ministério Público da União (2004 a 2006) e procurador-chefe substituto da Procuradoria Regional da República da 1a. Região (2003-2005).

O corregedor do Ministério Público Federal (2013-2017), conselheiro do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), desde setembro de 2018, e secretário de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal (2019-2023).

Em dezembro de 2025, foi escolhido para ocupar o cargo de vice-procurador-geral da República.

Ana Borges Coelho Santos

Formada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas em 1985, é mestre e pós graduada em Direito pelo UniCEUB e especialista em direitos social, ambiental e do consumidor. Já foi procuradora do estado do Amazonas, procuradora da República e procuradora regional da República. Tem experiência de atuação nas áreas cível, criminal, eleitoral e da Tutela Coletiva.

José Adônis Callou de Araujo Sá

Formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará e mestre pela mesma universidade, Araujo foi procurador da República, com lotação na Procuradoria da República nos estados de Pernambuco (1992-1996), Rio Grande do Norte (1996) e Ceará (1996-2001). Foi procurador eleitoral auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, nas eleições de 1998, além de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça de 2007 a 2011 e membro do Conselho Superior do Ministério Público Federal de 2019 a 2023.

Alexandre Camanho de Assis

O subprocurador é formado em Direito pela Universidade de Brasília. Mestre pela mesma universidade, Assis foi aluno de doutorado da Universidade de Buenos Aires, mas não concluiu o curso. Especialista em Direito Internacional Público, entrou no MPF em 1993 e foi promovido ao cargo de Procurador Regional da República em 2003.

Samantha Chantal Dobrowolski

Dobrowolski foi a primeira mulher a ser integrante do Ministério Público Federal com atuação perante o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mestre e Doutora em Direito, foi procuradora regional da República da Procuradoria Regional da 3ª Região (SP-MS).

A subprocuradora é coordenadora da Comissão Permanente de Assessoramento de Leniência e Colaboração Premiada, criada pelo MPF para debater e auxiliar acordos entre empresas e o Estado. Dobrowolski foi uma das coordenadoras do livro “Lei Antitruste: 10 anos de combate ao abuso de poder econômico”, publicado em 2005.

Celso de Albuquerque Silva

Formado em Economia e Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso, Albuquerque é mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1999) e doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2004).

Albuquerque entrou no Ministério Público Federal (MPF), em 1995. O subprocurador é professor associado da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).

Janice Agostinho Barreto Ascari

A subprocuradora formou-se em Direito pela FMU e fez mestrado em Direito do Trabalho na USP (Universidade de São Paulo). Trabalhou como advogada do Bradesco, em 1985. Na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), foi professora de ética profissional no curso de estágio e curadora da Comissão de Ética e Disciplina de 1987 a 1990. Se tornou procuradora da República de segunda categoria em 1992 e, dois anos depois, foi promovida a procuradora da República.

Como procuradora-chefe do Ministério Público Federal em São Paulo, Janice Agostinho Barreto Ascari foi responsável pela inclusão do nome do ex-senador Luiz Estevão na denúncia que investiga as irregularidades da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo.

Fonte CNN Brasil
Foto: Antonio Augusto/STF

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