Antes de se destacar como um dos jovens líderes de maior projeção no ecossistema científico e de inovação do Maranhão, José Emanuel Figueredo Lopes Lacerda já carregava uma convicção que guiou cada um de seus passos, a universidade não é apenas um lugar para aprender, é um espaço para transformar realidades.
Criado longe dos grandes centros e das facilidades de acesso ao mundo tecnológico, ele encontrou na combinação entre ciência, empreendedorismo e impacto social o terreno ideal para construir uma trajetória fora do comum. E fez isso enquanto ainda cursava a graduação.
Da inquietação ao movimento: quando a ideia vira ação
A motivação inicial era oferecer às pessoas ao seu redor oportunidades que ele mesmo quase não teve acesso.
“Queria gerar transformação real na minha comunidade, principalmente para quem não tinha as mesmas chances que eu tive”, afirma.
Essa inquietação saiu rápido do campo das intenções. Ao assumir a liderança do Instituto Geração de Marte (IGM), ele ajudou a criar um polo de pesquisa e formação em ciência aeroespacial em um estado que raramente aparece no mapa nacional do setor.
Sob sua coordenação como pesquisador e líder de embaixadores, o IGM já impactou cerca de 300 jovens no Brasil com eventos, palestras, oficinas e projetos científicos sobre temas como indústria aeroespacial, fisiologia humana em microgravidade e sistemas de suporte à vida.
Era a prova concreta de que grandes temas também podem nascer em lugares improváveis, basta abrir o caminho.
Metasense: ciência aplicada, estratégia e execução
Paralelamente, José fundou e se tornou CEO da metasense, empresa de tecnologia em saúde criada para agilizar o diagnóstico de disfunções da tireoide por meio de soluções acessíveis e tecnicamente robustas.
A startup saiu do papel com um MVP (Produto Mínimo Viável) desenvolvido no Hub de Inovação em Saúde do SESI/MA, passou por validações técnicas e rapidamente começou a ganhar destaque nacional.
Somando R$ 147,8 mil em prêmios e recursos, além de vitórias em três hackathons de inovação, a MetaSense se consolidou como uma das iniciativas de base científica mais promissoras de sua geração.
Por trás dos resultados existe visão estratégica, domínio técnico e capacidade de articulação, combinação rara para alguém tão jovem, e qualidades que ele reforça também em experiências paralelas, como marketing e comunicação científica na Guará Space e análise de dados industriais na JSF Florestal.
Um conselho direto a quem quer começar é dar o primeiro passo
Ao falar com outros universitários, José recusa discursos idealizados. Para ele, o maior desafio não é ter uma grande ideia e sim tirá-la do papel.
“O primeiro passo é o mais difícil, e ele não precisa ser perfeito. Teste, erre, tente de novo”
José Emanuel Figueredo Lopes Lacerda
Seu recado é que o impacto nasce de pequenos atos consistentes, como um projeto de extensão, um protótipo, uma oficina ou até mesmo uma primeira reunião. Quem age antes de ter todas as respostas aprende mais rápido — e transforma mais rápido.
Quando o reconhecimento confirma a jornada
A participação no Prêmio Na Prática marcou um ponto de virada. Entre jovens de todo o país que também decidiram não esperar pela mudança, José encontrou um ambiente de troca e inspiração.
“Foi inesquecível. Estar ao lado de outros jovens que decidiram transformar suas realidades foi inspirador”, ele comenta com emoção.
Além de sentir acolhimento e atenção em cada etapa do processo, ele destaca a oportunidade de dialogar com representantes de grandes empresas, uma experiência que ampliou sua visão de futuro e reforçou sua responsabilidade com o impacto que deseja gerar.
Por Revista Plano B
Fonte Exame
Foto: José Emanuel Figueredo Lopes Lacerda | Ciências Exatas – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)







