Outros posts

Justiça solta mãe de bebê encontrado carbonizado e mantém prisão de companheiro

A Justiça do Distrito Federal concedeu liberdade provisória à mulher suspeita de abandonar...

A Justiça do Distrito Federal concedeu liberdade provisória à mulher suspeita de abandonar um recém-nascido em um terreno baldio no Recanto das Emas. A decisão foi tomada durante audiência de custódia neste sábado (26/9). Na mesma sessão, o juiz manteve a prisão preventiva do companheiro dela. O homem havia deixado a prisão há quatro meses e cumpria liberdade provisória por outro crime. O corpo carbonizado do bebê foi localizado por moradores da Quadra 400.

A decisão pela soltura da mulher baseou-se na ausência de antecedentes criminais e por ela ter outros três filhos. Já o homem, que aparece em imagens de câmeras de segurança apontando para a direção onde a companheira deveria despejar a sacola com o bebê, tem passagens por descumprimento de medida protetiva.

Paralela à decisão judicial, a Polícia Civil do DF segue com as investigações sobre o caso. A princípio, o fato é tratado como infanticídio. Os investigadores aguardam o resultado pericial do Instituto de Medicina Legal (IML) para saber se o bebê estava vivo quando despejado no terreno. Posteriormente ao descarte, a área foi incendiada por uma terceira pessoa ainda não identificada.

O recém-nascido foi encontrado pouco depois das 7h30 de sexta-feira por uma cliente de uma borracharia próxima. A Polícia Militar chegou ao local primeiro e soube, por populares, de uma mulher grávida, moradora de um prédio próximo ao terreno. O imóvel fica situado sobre o piso comercial. As equipes identificaram a residência e a própria suspeita atendeu à porta.

Informalmente, aos policiais militares ela confessou o crime. Relatou que na quinta-feira teve sangramentos intensos. Na madrugada de ontem, sentiu fortes cólicas e, ao urinar, sofreu aborto espontâneo. Nervosa, relatou ter colocado o corpo em um saco plástico, saído de casa, caminhado por 50 metros e jogado o bebê junto a entulhos. Negou, no entanto, ter ateado fogo.

Na delegacia, o companheiro dela alegou trabalhar em uma construção e deu pelo menos duas versões diferentes sobre o caso. Primeiro, negou saber da gestação da companheira. Depois, narrou ter saído para trabalhar e retornado para casa às 6h, quando a mulher já teria cometido o crime. A narrativa, porém, contradiz com as imagens das câmeras de segurança colhidas pela polícia, que aguarda o resultado dos laudos do IML e da perícia feita na casa da mulher. “Vamos verificar se houve ingestão de medicamentos abortivos”, disse o delegado Zander Pacheco, da 27ª DP (Recanto das Emas).

Fonte Correio Braziliense
Foto: Darcianne Diogo/CB/D.A.Press

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp