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Insegurança no ambiente de trabalho: vilã ou aliada do desempenho?

Até que ponto a insegurança pode ser saudável para o ambiente de trabalho?...

Até que ponto a insegurança pode ser saudável para o ambiente de trabalho? Para Andréa Krug, psicóloga formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista de RH, um pouco de medo é um bom sinal, mas quando a insegurança domina revela um despreparo. 

Sentimentos como medo e insegurança fazem  parte da experiência humana, no entanto, o ato de coragem é saber como usá-los para se desenvolver. Segundo a especialista, líderes inseguros têm a tendência de microgerenciar tarefas, tornando-se um executor de alto cargo, ao invés de delegar e inspirar seus liderados para que entreguem uma performance melhor. 

Sentir medo é saudável 
Sentir medo, ao contrário do que muitos acreditam, não é um sinal ruim, é um sentimento que deixa em alerta. No ambiente de trabalho, principalmente em cargos de liderança, o medo revela que há muito em a perder e que por isso é necessário estar preparado para diferentes cenários. 

“Esse medo é o que protege no sentido de que é preciso um preparo, e humildade para reconhecer que somos constantes aprendizes, sempre vai ter alguma coisa para aprender.” afirma a especialista. 

Sendo assim, é preciso saber usar esse sentimento a favor do desenvolvimento pessoal e profissional. 

Transforme o medo em crescimento 
Para que sentimentos como medo e insegurança não se tornem paralisantes, ou transforme líderes em microgerenciadores, é necessário reconhecer a raiz desses sentimentos e usá-los para agir com consciência de possíveis riscos. 

  1. Nomeie o medo para desarmá-lo 
    A coragem começa em admitir. Em vez de esconder a insegurança sob uma “armadura”, o primeiro passo é identificar o que causa o desconforto. Ao admitir para si mesmo (ou para a equipe) que um projeto gera “frio na barriga”, você retira o peso da vergonha e abre espaço para a solução real. 
  2. Use a insegurança como um “checklist” de preparação 
    Já que o medo é um sinalizador, use esse sentimento como um incentivo para melhorar. Transforme essa preocupação em uma lista de ações, o medo de uma apresentação, por exemplo, deve ser convertido em pesquisas e ensaios.
  3. Abandone a armadura do controle 
    O microgerenciamento, citado por Krug, é o medo e uma tentativa de evitar o erro. Para crescer, o líder precisa trocar o controle pela confiança. Aceitar que você não tem todas as respostas permite que você delegue com eficácia e use a inteligência coletiva da equipe, em vez de se sobrecarregar tentando ser infalível. 
  4. Cultive a mentalidade de “eterno aprendiz” 
    A humildade protege o profissional da arrogância. Quando cada desafio é encarado como uma oportunidade de aprendizado, o medo de errar diminui, pois o foco deixa de ser “parecer perfeito” e passa a ser “tornar-se melhor”. É a transição da necessidade de ter razão para a curiosidade de aprender. 
  5. Entre no “jogo” apesar do desconforto 
    O jogo profissional é o lugar onde nos expomos ao risco. O passo final é a ação: mesmo com insegurança, é preciso dar o passo à frente. Entender que o desconforto é o sinal de que está saindo da estagnação e entrando em sua zona de desenvolvimento. 

Como executivos lidam com risco e incerteza 
Diante dos desafios descritos por especialistas como Andrea Krug, o desenvolvimento da liderança passa, cada vez mais, pela capacidade de lidar com a insegurança de forma produtiva. 

Foto: ra2studio/Getty Images

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