O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, pela primeira vez, a técnica de miotomia endoscópica peroral (Poem), ampliando o tratamento especializado para combate à doença de Chagas no sistema público de saúde. A unidade hospitalar passa a oferecer um serviço mais capacitado e acessível, reforçando o compromisso em levar tecnologia, segurança e cuidado humanizado à população do Distrito Federal.
“O Hospital Regional de Taguatinga celebra essa conquista, que representa mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para os pacientes atendidos pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, comemorou a supervisora da Gerência de Assistência Clínica do HRT, Andressa Lohanna Barbosa.
O Poem é um procedimento minimamente invasivo, feito por endoscopia, no qual o médico cria um pequeno túnel na parede interna do esôfago para seccionar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos. De forma simples e segura, a técnica devolve ao paciente a possibilidade de se alimentar com conforto e melhora expressiva dos sintomas.
No Brasil, poucos centros dispõem de equipes habilitadas para essa técnica. Brasília foi uma das pioneiras: o Hospital de Base começou a oferecer o Poem em 2013, tornando-se referência nacional dentro do SUS. O procedimento no HRT foi realizado pelos médicos Sara Cardoso, Técio de Araújo, Raul Torres e Sabrina Carvalho.
Doença de Chagas
Causada pelo Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas está associada a áreas rurais e a populações com menor acesso aos serviços de saúde, sendo normalmente transmitida pelo inseto conhecido como barbeiro.
Presente principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a enfermidade pode causar complicações crônicas que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Entre essas complicações, está a acalasia secundária à doença de Chagas, condição que compromete o esôfago e dificulta de forma progressiva a deglutição.
Doenças como a acalasia chagásica atingem, em sua maioria, indivíduos de baixa renda, reforçando a relevância de serviços públicos especializados e gratuitos. “Diante desse cenário, o SUS desempenha papel essencial, garantindo diagnóstico, acompanhamento e tratamento a populações historicamente vulneráveis”, enfatiza a supervisora do HRT.
*Com informações da Secretaria de Saúde
Por Revista Plano B
Fonte Agência Brasília
Foto: Divulgação/HR







