Outros posts

Encontros com influenciadores ampliam tensão entre Brasil e EUA

Encontros promovidos pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo com influenciadores de...

Encontros promovidos pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo com influenciadores de extrema-direita são lidos por integrantes do governo e por interlocutores do Palácio do Planalto como mais um movimento em favor da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A representação diplomática norte-americana tem convidado blogueiros bolsonaristas para, supostamente, debater “liberdade de expressão e ambiente digital”.

Entre os convidados está Maria Fernanda Schmidt, apresentadora do canal Brasil Paralelo. Em publicação no Instagram em 23 de julho, ela postou que participou de uma dessas reuniões promovidas pelo consulado. “Foi uma excelente oportunidade para compartilhar com os diplomatas os desafios enfrentados por influenciadores, jornalistas e produtores de conteúdo no ambiente digital, em um diálogo enriquecedor sobre os rumos da liberdade de expressão no Brasil”, escreveu. Ela costuma publicar conteúdos críticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na publicação, Maria Fernanda aparece ao lado de outros influenciadores bolsonaristas que, segundo ela, também participaram do encontro com representantes do governo Trump. Na fotografia estão, entre outros, Leandro Narloch, Rafael Ferri e Penélope Nova. Todos integram o ecossistema digital bolsonarista, que atua em defesa da candidatura de Flávio em diferentes nichos das redes sociais e também difunde conteúdos críticos a Lula.

Os encontros organizados pelo consulado ocorrem em meio à escalada de iniciativas do governo Donald Trump contra o Brasil. O mais recente episódio foi a prorrogação na terça-feira, por mais um ano, da emergência nacional em relação ao Brasil, que mantém em vigor a declaração originalmente estabelecida pela ordem executiva de 30 de julho de 2025.

No documento, o presidente dos EUA afirma que permanecem válidas as razões que embasaram a declaração de emergência, alegando que políticas e ações do governo brasileiro ainda representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA.

Reportagem da Agência Pública — confirmada pelo Correio — trouxe à tona que a Embaixada norte-americana procurou o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), para servir de ponte e viabilizar uma agenda de Riley Barnes e Samuel Samson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA e subordinados ao secretário Marco Rubio, com Flávio e seus aliados. Porém, eles tiveram os vistos negados pelo Consulado do Brasil na capital dos EUA.

Ao mesmo tempo, o jornal The Washington Post publicou reportagem denunciando que o objetivo dos dois era elaborar um relatório difundindo a narrativa de fraude nas urnas eletrônicas e tentar colocar em xeque as eleições brasileiras. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Barnes e Samson pretendiam, supostamente, promover debates sobre liberdade de expressão. Soma-se a isso a suspeita lançada por Flávio, em 22 de julho, em um evento com representantes de cerca de 40 embaixadas, em Brasília, de que o sistema eleitoral está viciado.

No encontro, o pré-candidato mentiu ao dizer que muitas das máquinas utilizadas nas eleições seriam da Smartmatic, empresa citada em suspeitas de fraudes eleitorais na Venezuela. Isso foi desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, mais uma vez, deixou claro que as urnas eletrônicas são totalmente construídas no Brasil.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Intagram pessoal

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp