Outros posts

Distritais eleitos gastaram de R$ 2,52 a R$ 41,15 por cada voto ganho

Os 24 deputados distritais eleitos para o quadriênio 2027-2030 na Câmara Legislativa do...

Os 24 deputados distritais eleitos para o quadriênio 2027-2030 na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) investiram em média R$ 17,42 durante a campanha para conquistar um voto dos eleitores. No total, mais de R$ 13 milhões foram investidos para angariar 851.243 votos nas eleições deste ano.

Os números são de um levantamento feito pelo Metrópoles com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informados pelos candidatos na prestação de contas que foi atualizada até o último dia 2 de outubro, na véspera do pleito eleitoral.

O investimento realizado pelos candidatos envolveu mobilizações para tentar conquistar mais votos. Entre os meios onde recursos mais foram investidos estão as atividades de militância e mobilização de rua, publicidade por materiais impressos, serviços prestados por terceiros e despesa com impulsionamento de conteúdos.

No topo da lista de maior custo por voto ficou o deputado Rogério Morro da Cruz (PSD), que investiu R$ 806.727,89 para alcançar 19.603 votos — uma média de R$ 41,15 por eleitor. Na sequência estão Dayse Amarílio (PSB) que gastou R$ 551.852,50 e recebeu 15.440 votos, uma média de R$ 35,74 por votante e também André Kubitschek (PL) que investiu em média R$ 34,46 para conquistar um eleitor durante a campanha.

Na outra ponta, entre os que menos gastaram na campanha aparecem os nomes de Wellington Luiz (MDB), que investiu R$ 72.580 e garantiu 28.796 votos, registrando o menor custo unitário da lista: apenas R$ 2,52 por voto. Entre os que tiveram maior eficiência no investimento está veterano que retorna à CLDF, Rôney Nemer (PP) investiu R$ 101.387,5 e recebeu 29.926 votos, uma média de R$ 3,39.

Os estreantes Keka Bagno (PSOL) e Victor Jansen (PL), que gastaram respectivamente R$ 3,48 por voto e R$ 3,58 por voto também precisaram de pouco para conquistar o seu eleitorado.

Essa diferença toda reflete estilos bem variados de campanha: enquanto alguns apostam em estruturas pesadas e propaganda paga, outros apostam na força da militância de rua e das redes sociais. Com o financiamento público movimentando milhões, os números mostram que, na política do DF, ter o caixa mais recheado nem sempre garante a vitória nas urnas.

Limite de gastos

O limite de gastos para a disputa de deputado distrital durante campanha eleitoral no Distrito Federal foi de R$ 1,27 milhão por candidato. Para efeito de comparação, o teto de uma campanha presidencial em 2026 é de R$ 133,4 milhões. Os valores determinados pelo TSE são os mesmos das eleições de 2022.

Os recursos que impulsionam as campanhas são o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), Fundo Partidário, doações de pessoas físicas e recursos próprios (quando o candidato tira do próprio bolso).

Grande maioria dos candidatos não gastou todo dinheiro que foi disponibilizados para eles, o que costuma ser chamado de “sobras eleitorais”. Os recursos que não foram aplicados durante a campanha devem então ser destinados para outro meios.

O que deve ser feito com as “sobras eleitorais”

Recursos públicos (Fundo Especial / FEFC): Se o dinheiro não utilizado veio do fundo público de financiamento de campanha, ele não pode ficar com o candidato nem com o partido para uso livre; o valor deve ser integralmente devolvido ao Tesouro Nacional por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU) durante a prestação de contas.
Fundo Partidário: As sobras vindas de recursos do Fundo Partidário devem ser transferidas de volta para a conta específica do partido destinada a essa mesma finalidade.
Doações de pessoas físicas (recursos privados): As sobras financeiras provenientes de doações de cidadãos devem ser repassadas para o órgão partidário municipal ou nacional, indo para a conta de “outros recursos” da sigla.
Recursos próprios: Se o candidato aplicou dinheiro do próprio bolso na campanha e sobrou saldo ao final, esse dinheiro não retorna para a conta pessoal dele. Assim como ocorre com as doações de pessoas físicas, o valor remanescente de recursos próprios deve ser transferido para o órgão partidário (municipal ou nacional), indo para a conta da legenda.

Prestação de contas

Todo dinheiro investido durante a campanha eleitoral passa por uma rigorosa avaliação da Justiça Eleitoral. Para as Eleições de 2026, o prazo limite oficial estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o envio da prestação de contas final (do primeiro turno) é até o dia 3 de novembro de 2026.

Nesse prazo, candidatos, candidatas e partidos devem enviar toda a documentação, notas fiscais, receitas e gastos por meio do sistema oficial da Justiça Eleitoral (o Conta+JE). É também nesta mesma data que eventuais sobras de recursos públicos do Fundo Eleitoral (FEFC) devem ser devolvidas ao Tesouro Nacional.

Posse

No próximo ano, pela primeira vez na história, a posse dos deputados distritais acontecerá em 6 de janeiro de 2027 após uma mudança na lei. Nos outros anos, a posse acontecia sempre no dia 1º. Os trabalhos na Casa começam a partir de 1º de fevereiro de 2027, após o fim do recesso legislativo, que acaba em 31 de janeiro de 2027.

Fonte Metrópoles
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp