O Distrito Federal foi escolhido para sediar um projeto-piloto de alcance global voltado ao incentivo da atividade física e à inclusão social. A cooperação foi alinhada em Paris entre o Sesc-DF e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no âmbito do programa Fit for Life. A iniciativa tem como público-alvo prioritário meninas, mulheres e pessoas com deficiência, associando a prática esportiva contínua a um estudo técnico sobre os impactos sociais na comunidade.
O planejamento prevê a escolha de um território específico do DF para a execução das atividades, que contará com o engajamento de moradores e o suporte do poder público local. Ao longo dos próximos anos, pesquisadores acompanharão indicadores de saúde, bem-estar e redução de desigualdades entre os participantes.
Caso os resultados comprovem a eficácia da metodologia, a experiência desenvolvida em Brasília servirá de modelo para replicar a ação em outros países, com o apoio de entidades internacionais como o Comitê Paralímpico Internacional e a Special Olympics.
De acordo com o chefe da Seção de Esportes da Unesco, Philipp Müller-Wirth, a atuação do Sesc-DF converge com a aliança global ao buscar garantir infraestrutura acessível e profissionais qualificados para a população. “Precisamos ampliar parcerias como essa para garantir treinadores bem formados e infraestruturas acessíveis, permitindo que todos na comunidade tenham a chance de participar”, afirmou.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a união com o organismo internacional fortalece a excelência dos serviços prestados na capital e consolida o esporte como ferramenta de transformação social. “Unir a experiência internacional com a nossa atuação no DF é abrir portas para que o esporte continue sendo um vetor de oportunidades e inclusão”, ressaltou.
Já o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo, ressaltou que sediar um piloto de dimensão mundial reforça o vínculo direto entre cidadania e inclusão. “Levar um projeto-piloto de dimensão global para o Distrito Federal é provar que a inclusão e a cidadania caminham juntas.”
Nas próximas etapas, as equipes técnicas das duas instituições se dedicarão à estruturação do plano de trabalho, à definição da região administrativa contemplada e à construção das estratégias de campo para o início do atendimento.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/SESC









