A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), visitou, na tarde desta sexta-feira (21/8), o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). Ambas as instituições tiveram áreas reformadas. A ala de pediatria do HRC teve a fachada revitalizada, além do hall de entrada e dos consultórios, com recuperação de pisos, paredes e instalações elétricas e hidrossanitárias. O investimento total foi de R$ 516 mil. Já o HSVP ganhou, nesta semana, um centro de infusão.
“Estamos com 30 pontos de reforma dentro do hospital (HRC). Estamos priorizando e cobrando. Prioridade é colocar a saúde em ordem”, disse Celina. “Determinamos a construção de um novo hospital aqui também. Já determinamos isso, a área foi separada, estamos com o processo instruído. Será um hospital de 600 leitos. Estamos nos antecipando aos problemas para que possamos dar vazão à demanda”, acrescentou.
Sobre o novo centro de infusão do HSVP, a governadora afirmou se tratar de um projeto inovador. “O paciente vai poder tomar o remédio e isso trará uma desinternação. O centro serve para dar medicação que antes o paciente precisaria ficar internado para tomar”, explicou. “Já está funcionando, começou na segunda-feira”, informou.
Celina disse que está repensando o Hospital São Vicente de Paulo. “É o nosso hospital de referência para a saúde mental, que é uma política pública que eu instituí quando era vice-governadora. Criamos uma subsecretaria de saúde mental dentro da Secretaria de Saúde. Esse é um problema de toda a sociedade, queremos cuidar de verdade. Ainda há muito preconceito com relação ao hospital”, ressaltou.
Pessoas em vulnerabilidade
A governadora falou sobre o processo de internação involuntária humanizada, que consta em nova lei, sancionada recentemente, e faz parte do processo de acolhimento das pessoas em situação de rua no DF. “Dentro dessa internação, o São Vicente de Paulo que vai receber as pessoas que são internadas, estabilizar as crises para depois encaminhá-las ou não para internação em locais apropriados. É um hospital estratégico”, afirmou.
“Em alguns casos (no processo de acolhimento das pessoas em vulnerabilidade), percebemos que não são casos somente de crimes. Às vezes, a pessoa está sob surto ou efeito de drogas e precisa de um local para estabilizá-la. Esse local não é a UPA. Essa rota agora existe com lei, que foi regulamentada por todas as secretarias”, detalhou Celina.
Ela informou que desmobilizou 100 pontos fixos no Plano Piloto, onde estavam instaladas pessoas em situação de rua. “Estamos fazendo a manutenção da desobstrução do Plano Piloto com acolhimento. As pessoas estão sendo atendidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social. Hoje, estamos desobstruindo pontos no Cruzeiro e no Sudoeste”, informou. “Não podemos retirar as pessoas sem ter assistência. Mas ficar com estruturas no meio da rua não será mais uma opção. Estamos trabalhando para que essas pessoas tenham capacitação e cuidado”, completou.
Celina disse que está mudando a política dos Centros POP. “Nem vai mais ter este nome. A ideia não é mais só que a pessoa chegue lá, tome um banho e pegue um prato de comida. A ideia é que a pessoa chegue lá, tenha oportunidade de fazer cursos profissionalizantes, retornar para casa se for o caso, conseguir oportunidades de emprego”, destacou.
Colaboração
A governadora pediu que a população não façam doações em dinheiro nas ruas às pessoas em situação de vulnerabilidade. “Vamos divulgar um número específico de telefone, que vai ser o 199, para onde as pessoas possam ligar e informar sobre pontos no meio da rua, que vamos desmobilizar”, anunciou Celina.
“Para quem quiser ajudar as pessoas em situação de rua, pode procurar os batalhões do Corpo de Bombeiros. A gente pede que não faça doações de dinheiro em espécie, porque isso estimula as pessoas a estarem nessa situação”, completou. “Muitas pessoas estavam morando nas lonas durante o dia pela cidade e retornando para casa à noite. Muitas vezes, as proximidades se tornavam pontos de tráfico de drogas. O Estado precisa estar firme no combate a esse tipo de crime”, disse Celina.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Mila Ferreira/CB/DA Press









