Outros posts

Cidadania não envelhece: idosos optam pelo voto e vão às urnas no DF

Para eles, votar não é uma obrigação imposta pela lei, mas uma escolha...

Para eles, votar não é uma obrigação imposta pela lei, mas uma escolha que não pretendem abandonar. Seja aos 70, 80 ou 90 anos, eleitores do Distrito Federal foram às urnas neste domingo (25/10), no segundo turno das eleições, atentos aos rumos da política e às decisões que vão afetar as próximas gerações. Com expectativas de um futuro melhor para o país e preocupados com a preservação da democracia, eles mantêm a disposição de escolher seus representantes mesmo depois dos 70 anos, quando o voto se torna facultativo.

A eleitora Lindaura Nobre, de 81 anos, foi acompanhada da filha, Welcyllene Nobre, de 48, ao Centro Universitário Euro-Americano (Unieuro), em Águas Claras. As duas foram de carro até o local e disseram esperar que os candidatos escolhidos para o Governo do Distrito Federal (GDF) e para a Presidência da República cumpram as promessas de campanha. “Eu tenho o maior prazer de votar, nunca perco a oportunidade”, afirmou Lindaura, moradora de Águas Claras.

Segundo Welcyllene, a mãe faz questão de participar das eleições até mesmo quando está viajando. Durante temporadas em Goiânia, Lindaura insiste em voltar a Brasília para votar. A aposentada espera avanços, especialmente na área da educação. “Eu tô confiante. Minha expectativa é que haja melhoras na educação, especialmente aqui no DF”, declarou.

Aos 94 anos, a professora aposentada Cléa Rodrigues também mantém o compromisso com as urnas. Moradora da Asa Sul, ela vota no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), onde lecionava língua portuguesa. A aposentada conta que o hábito de votar foi incentivado pelos pais e se tornou parte de sua formação. “Eu acho importante pelo bem-estar da população e pela educação”, afirmou. Avó de 21 netos, Cléa diz ter escolhido um candidato que considera sério e espera um Brasil melhor para os filhos e toda a família.

Aos 70 anos, a aposentada Silvania Matilde, moradora do Jardim Botânico, também destaca a importância da participação política. Ela não conseguiu transferir o título eleitoral para a zona onde mora, mas considera a democracia uma conquista que precisa ser preservada. Estudante da Universidade de Brasília (UnB) no período final da ditadura militar, entre 1979 e 1980, Silvania vê o voto como uma forma de contribuir para o futuro da sociedade, inclusive das próximas gerações. Para ela, a preocupação é tanto familiar quanto nacional: garantir um país melhor para o neto e para todos que virão depois.

Aos 76 anos, a dona de casa Marcelita Caetano, moradora de Valparaíso de Goiás, também fez questão de comparecer às urnas neste domingo. Ela foi votar acompanhada da amiga Leida Lúcia Sérgio da Silva, empresária. As duas são amigas há 46 anos e compartilham a disposição de continuar participando das eleições. “Eu tô muito esperançosa e confiante. Se a gente não vier exercer a votação, não podemos reclamar do resultado e das consequências depois”, afirmou Marcelita. Ela espera mudanças e diz pensar especialmente no futuro dos três netos. “Tem que vir, sim”, reforçou.

Leida também destaca a importância de continuar contribuindo para o desenvolvimento do país por meio do voto. Entre suas expectativas para o próximo governo está a melhoria da imagem do Brasil no exterior. Mesmo em recuperação de procedimentos cirúrgicos, a empresária manteve a decisão de participar das eleições e reafirmou a importância de escolher representantes e contribuir para os rumos nacionais. 

Fonte Correio Braziliense
Foto: Ana Dubeux/CB/DA Press

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp