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Mesária é detida sob suspeita de fazer boca de urna no Gama

Uma mesária da Escola Classe 22, localizada no Setor Central do Gama, foi...

Uma mesária da Escola Classe 22, localizada no Setor Central do Gama, foi detida pela Polícia Militar na manhã deste domingo (25/10) de segundo turno sob a suspeita de praticar boca de urna no local de votação. A ocorrência foi confirmada durante coletiva de imprensa promovida no Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury.

O caso foi encaminhado para a confecção de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pela Polícia Civil em Santa Maria, após notificação do juiz eleitoral responsável pela zona. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), o episódio segue sob apuração para determinar se a conduta configurou, de fato, ilícito eleitoral.

“Há uma ocorrência que é a mais importante, que essa aqui já foi registrada. Ela ocorreu na Escola Classe 22, onde uma mesária é suspeita de boca de urna. Então, o juiz, ele notificou, essa condução foi feita pela Polícia Militar, e lá em Santa Maria foi feito um TCO”, afirmou Patury.
Questionado sobre os detalhes de como a mesária teria atuado ou se tentava influenciar o voto de algum eleitor específico, o secretário pediu cautela quanto ao enquadramento das informações preliminares prestadas no início das apurações.

“A informação que eu tenho é essa. Até a informação que a gente passa no primeiro momento, às vezes a percepção da polícia na hora que faz aquela detenção e leva a pessoa, quando chega lá, ela conta uma história: ‘Não, fiz um sinal que não era necessariamente isso, falei alguma coisa que não era justamente algo de cunho eleitoral’. Então, até para não imputar a responsabilidade a uma pessoa (é preciso aguardar)”, explicou.

Outras ocorrências

Além do caso no Gama, o balanço parcial da SSP-DF registrou duas infrações administrativas de eleitores que fotografaram as salas de votação — sem atingir as urnas eletrônicas. Nesses casos, os aparelhos celulares foram retidos temporariamente e os envolvidos, notificados. Ainda não se sabe ao certo como esses registros teriam sido feitos, uma vez que tirar fotos da sessão não configura crime, mas pode ser considerado infração administrativa.

Por isso, segundo Patury, esses eleitores foram notificados pelo juiz eleitoral da sessão. Até o fim da manhã, a Central 190 da Polícia Militar havia recebido 20 chamados com denúncias relativas ao processo eleitoral. Para agilizar o atendimento, a PMDF criou um módulo especial para direcionar chamados do tipo diretamente a duplas de policiais alocadas nos 614 pontos de votação do DF.

“Nós tivemos 20 ligações até agora no 190. Como eu disse, isso não quer dizer que essa ligação se converta em uma ação efetiva da Polícia Militar. Essas informações só poderão ser consolidadas ao longo do dia, juntamente com o que for efetivamente registrado pela Polícia Federal”, pontuou Patury.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Eduardo Fernandes/CB/D.A Press

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