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Embate STF x TSE é pelo controle da Corte por até 10 anos, diz especialista

O cientista político Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, avaliou que...

O cientista político Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, avaliou que a eleição presidencial de 2026 ocupa, atualmente, uma posição secundária diante da disputa de poder que se trava internamente no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ao WW, Gabiati defendeu que é preciso olhar para além dos candidatos para compreender o cenário político atual.

Disputa interna no STF molda o cenário político

Para Gabiati, o que está em jogo não é apenas o pleito eleitoral, mas o controle do equilíbrio político do Supremo pelos próximos cinco a dez anos. “A gente acaba, talvez, reparando todo esse processo, tentando interpretá-lo a partir justamente dos candidatos”, afirmou.

“Vou dar um passo além e enxergar essa falta de autocontenção institucional do Supremo a partir de uma disputa de poder intestina, que tem a ver com o controle do equilíbrio político do Supremo para os próximos cinco ou inclusive dez anos.”

Decisões “irracionais e fragmentadas”

O especialista apontou que essa dinâmica interna resulta em decisões que prejudicam a credibilidade do Poder Judiciário. Segundo Gabiati, o STF tem produzido “decisões totalmente irracionais”, além de “fragmentadas” e “incoerentes”, que não fazem sentido para o cidadão comum.

“Justamente quando o Poder Judiciário deveria ser o poder do equilíbrio, o poder da sensatez, o poder da ponderação”, destacou, reforçando a gravidade da situação para a democracia.

Legitimidade da Justiça Eleitoral ameaçada

Gabiati alertou ainda que o cenário de instabilidade institucional contamina a própria credibilidade da Justiça Eleitoral. Para ele, em um contexto de sucessão eleitoral “totalmente imprevisível”, o TSE — responsável por administrar o processo eleitoral e conferir legitimidade às decisões dos cidadãos nas urnas — também é afetado negativamente.

“A situação de fato é séria”, concluiu o especialista, que reconheceu não haver ainda clareza sobre qual seria o limite da falta de autocontenção do Supremo.

Fonte CNN Brasil
Foto: CNN

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