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Com o DF em alerta vermelho, brasilienses contam como aliviar calor de 35ºC

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (29/9) que o DF...

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (29/9) que o DF entrou em alerta vermelho, quando a umidade fica abaixo de 12%. A capital também registrou máxima de 35°C, às 15h. O calor típico de setembro, aliado à baixa umidade, tem feito os brasilienses se organizarem para não passar mal. No Parque da Cidade, frequentadores tentam estabelecer horário limite para fazer as atividades, sempre com garrafas de água nas mãos.

É o caso da família de Eliza Patrese, de 8 anos. Acompanhada nesta terça-feira (29/9) dos pais Silvio Patrese, 39, e Nally Pereira, 40, a menina bebia uma água do coco ao ar livre, coberta pelo protetor solar. Para Silvio, policial militar, o essencial ao sair de casa é carregar uma garrafa de água de 1,5 litro. Enquanto a mãe, agente da Polícia civil, conta que sempre carrega o filtro solar para proteger a pele ao sair de casa. “Tentamos beber ao menos 3 litros de água por dia. É o básico”, descreve o PM.

Refrescar-se embaixo d’água também é uma possibilidade. Ansiosa para o passeio da escola, na L2 Sul, Eliza comenta que os estudantes irão tomar banho de piscina. “Próxima semana vamos poder brincar na água”, comemora a menina, que admitiu estar sofrendo com o calor excessivo. 

As altas temperaturas, no entanto, podem ser amenizadas ainda nesta semana. Segundo a meteorologista do Inmet, Suellen Araujo, isso pode acontecer a partir de quinta-feira. “Tem uma frente fria avançando no Centro-Oeste, o que pode aumentar a umidade e trazer mais conforto térmico”, explica a especialista. Entre as recomendações de Suellen para enfrentar o calor e o tempo seco, está evitar atividades físicas nos horários mais quentes do dia, entre o meio-dia e as 15h. 

O comerciante Ney Carneiro, 63 anos, tomava uma ducha fria depois de caminhar no parque. Ele disse que só pratica o exercício em torno das 8h ou 9h da manhã. “Aqui tá pegando fogo. Eu sempre tô caminhando na paralela, mas ficar no sol às 12h não dá”, comenta o idoso. Nascido e criado em Brasília, ele descreve a baixa umidade como “normal”, podendo ser solucionada com a ingestão de bastante água ao longo dia. “Roupas frescas também me ajudam”, descreve o comerciante, que mora na Asa Sul.

Já para a aposentada Lúcia Guardia, o umidificador faz toda a diferença, especialmente quando abastecido com pedras de gelo. Segundo Lúcia, o método mantém o ambiente agradável na “medida do possível”, descreve. Moradora de Águas Claras, ela afirma que bebe bastante água e toma um “banho de floresta” no Parque da Cidade. “É basicamente ficar debaixo das árvores, bebendo água de coco.”

Sinais de desidratação

Esquecer de beber água pode ser perigoso. Segundo o otorrinolaringologista Gustavo Torres, em períodos de umidade muito baixa, as pessoas podem sofrer com a desidratação. “Beber pouca água pode afetar o sistema circulatório e provocar sintomas, como queda de pressão, enjoo, náusea, tontura, sensação de desmaio e dor de cabeça”, adverte o médico do Grupo OtorrinoDF.

Idosos, crianças e pessoas com histórico de rinite e sinusite tendem a sofrer mais em períodos secos. De acordo com Gustavo, a baixa umidade altera a forma de proteção natural das vias aéreas. O ressecamento da boca, mucosas do nariz e garganta deixa essas estruturas fragilizadas e suscetíveis a agressões. “Isso pode facilitar a piora de doenças alérgicas e inflamatórias e também aumentar a possibilidade de infecções”, descreve o profissional.

Desse modo, até mesmo quem não apresenta sintomas alérgicos durante o ano pode ter problemas desencadeados no período. “Entre eles estão rinites, sinusites, faringites, laringites e até infecções das vias aéreas inferiores, como traqueobronquites”, finaliza o otorrinolaringologista.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press

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