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Integrantes da PGR veem sessão de Gonet como contraponto a de Moraes no STF

A sessão de análise das mensagens que citavam o procurador-geral da República no...

A sessão de análise das mensagens que citavam o procurador-geral da República no caso Master foi marcada por um consenso entre os que defendiam a abertura de uma investigação contra Paulo Gonet e aqueles que pregavam o arquivamento do caso.

A convergência foi o recado que a instituição passou para o STF (Supremo Tribunal Federal) dez dias depois da tentativa frustrada dos ministros de decidir sobre a instauração de um inquérito contra Alexandre de Moraes.

A avaliação é compartilhada tanto por aliados de Paulo Gonet quanto por subprocuradores que pleiteavam a abertura de uma apuração sobre as relações do procurador-geral e Daniel Vorcaro.

O julgamento no STF teve discussões acaloradas, interrupções, ofensas e desrespeito entre ministros e momentos em que o presidente do tribunal foi desautorizado por colegas. Sobretudo, a sessão será lembrada por indefinição e adiamento da conclusão do caso.

Subprocuradores das duas vertentes afirmaram à CNN que no processo envolvendo Gonet tudo foi discutido de maneira ordeira, com base em princípios, limites de atribuição, de acordo com convicções jurídicas, sem confusão, agressões ou apartes.

O próprio placar apertado de 5 a 4 contra o avanço da apuração, ressalta um subprocurador, mostra que o Conselho Superior do Ministério Público Federal não buscou “passar pano” ou ser “dócil e subserviente” a Paulo Gonet.

Integrantes do colegiado que saíram vencidos da sessão admitem que a boa notícia foi o enfrentamento do tema, mesmo que o resultado pleiteado por essa ala não tenha sido alcançado. Destacam ainda que o fato de o próprio alvo do pedido de investigação não ter participado das discussões diferencia as duas sessões.

Paulo Gonet, que preside o colegiado, não votou e sequer estava presente na sessão que discutiu seu futuro. Alexandre de Moraes participou das discussões sobre seu processo e votou na questão de ordem que buscava postergar o julgamento no STF.

Fonte CNN Brasil
Foto: Gustavo Moreno/STF

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