A família de Alexandre, de 46 anos, criou uma vaquinha on-line para arrecadar R$ 100 mil e tentar viabilizar uma nova etapa do tratamento contra uma fístula liquórica espontânea, condição rara que provoca o vazamento do líquido cefalorraquidiano. A campanha com chave 6354223@vakinha.com.br, busca custear consultas, exames, viagem e uma possível cirurgia em São Paulo, onde atua o neurocirurgião Roger Brock, do Hospital Sírio-Libanês, apontado à família por médicos de Brasília como o profissional com experiência nesse tipo de caso.
Alexandre contou ao Correio que os primeiros sintomas apareceram entre o fim de março e o início de abril de 2022. A dor de cabeça, inicialmente leve, aumentou ao longo dos dias até impedi-lo de permanecer em pé. Depois de passar por diferentes unidades de saúde e receber inicialmente a suspeita de trombose cerebral, ele realizou novos exames e recebeu o diagnóstico ainda em abril daquele ano.
Desde então, passou por diferentes tentativas de tratamento. Entre elas estão repouso absoluto com hidratação, cinco procedimentos conhecidos como blood patch, aplicação de cola e infusão de soro. Segundo Alexandre, os procedimentos não conseguiram solucionar o vazamento e nenhuma medicação melhora as dores.Play Video
A condição afeta diretamente a rotina de Alexandre, que atualmete é aposentado por invalidez. Ele relata que atividades simples, principalmente quando permanece em pé, desencadeiam fortes dores de cabeça e queimação na coluna. Para aliviar os sintomas, precisa passar boa parte do tempo deitado.
“Qualquer atividade física que eu fizer em pé vem uma dor de cabeça muito forte. Eu tenho que deitar para ela passar”, contou.
Alexandere contou que após perder o plano de saúde, em 2024, ele passou a buscar atendimento pela rede pública do Distrito Federal. Ele relata dificuldades para conseguir acompanhamento especializado e realizar o exame chamado mielotomografia, que é solicitado para avaliar a situação atual da fístula.
Foi durante a busca por alternativas que médicos que acompanharam Alexandre em Brasília mencionaram o neurocirurgião Roger Brock, em São Paulo. A família ainda não conseguiu realizar a consulta, que, segundo Alexandre, custa mais de R$ 1 mil. A intenção é que o especialista avalie o caso e indique quais caminhos ainda podem ser adotados.
A filha, Isabela, decidiu então criar a campanha. O objetivo inicial de R$ 100 mil foi estabelecido com base em estimativas levantadas para uma eventual cirurgia e tratamento particular, além das despesas com exames, transporte e permanência em São Paulo. O valor necessário, no entanto, poderá mudar após uma avaliação médica.
A vaquinha foi criada na quarta-feira (23/9) e arrecadou até o momento R$ 600,00. Além das doações, a família espera que a divulgação do caso ajude a chegar ao especialista ou abra a possibilidade de atendimento por outra via.
“É uma esperança que a gente está tentando há muito tempo. Se der certo, acredito que vai ser o fim de todo esse sofrimento que a gente viveu por tantos anos”, afirmou Isabela.
Como ajudar
A campanha “Ajude o Alexandre a voltar a sorrir e viver sem dor” está disponível na plataforma Vakinha, sob o número 6354223 por meio deste link. As contribuições também podem ser feitas pelo Pix oficial da campanha, pela chave 6354223@vakinha.com.br
Fonte Correio Braziliense
Foto: Reprodução/Vakinha









