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Sindicato dos Jornalistas do DF lamenta morte de Sônia Carneiro

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF) lamentou, na noite deste domingo...

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF) lamentou, na noite deste domingo (20/9), a morte da jornalista Sônia Carneiro, uma das pioneiras na cobertura política no Brasil. Ela tinha 74 anos e teve um mal súbito nesta manhã. 

Em nota, o Sindicato citou o legado de “Soninha” como comunicadora, além de sua relevância como pioneira entre as mulheres na cobertura dos centros de poder e do Congresso Nacional. “Sônia marcou a história da imprensa brasileira pelo destemor, ética e firmeza em suas reportagens”, destacou o grupo. 

Carioca, Sônia começou a caminhada profissional em 1971, na Rádio Jornal do Brasil. Por 32 anos, construiu trajetória no grupo Jornal do Brasil. Lá, foi repórter, repórter especial e chefe de reportagem. “Sônia Carneiro foi testemunha e protagonista na cobertura de episódios centrais da redemocratização do país, como o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, a CPI de PC Farias e o impeachment de Fernando Collor”, acrescentou. 

A postagem cita o talento de Sônia pelas perguntas diretas e sua “capacidade singular” de extrair declarações importantes de figuras influentes no cenário político nacional. Em 1992, foi condecorada com o Prêmio Imprensa Estrangeira. Em 2013, recebeu a Medalha Assembleia Nacional Constituinte. Ainda passou pelo Ministério do Trabalho, pela representação do governo da Bahia em Brasília, pelo Ministério da Defesa e pela assessoria do senador Jaques Wagner. 

“Neste momento de tristeza e consternação, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal presta suas sinceras condolências à família, aos amigos e a todas e todos que tiveram o privilégio de conviver com esta verdadeira referência da nossa profissão”, completou o comunicado.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Reprodução/Instagram/Sônia Carneiro

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