A escalada da crise que cerca o empresário Fábio Luís Lula da Silva aumentou nas últimas semanas as tensões internas no governo federal e passou a fomentar cobranças mútuas entre auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Petistas próximos a Lula se queixam do silêncio de alguns ministros em relação ao tema e defendem que seja criada uma espécie de “anteparo” para o presidente.
A tese é que a resposta pública à crise não pode ficar a cargo apenas de Lula. E que as mensagens definidas para rebater o noticiário — expostas ontem por Lula em sabatina do Jornal Nacional — precisam ser reverberadas também por outros integrantes da gestão.
A ideia é ressaltar que o governo não vai compactuar com irregularidades, que a Polícia Federal é isenta para investigar e que é preciso assegurar a presunção de inocência dos envolvidos.
Aliados do presidente entendem que, como a Polícia Federal está vinculada ao Ministério da Justiça, a pasta teria a prerrogativa de criticar de maneira mais enfática os vazamentos de informações sobre as investigações contra Lulinha.
Entre alguns aliados de Lula, há quem reclame também de líderes do PT, com base na ideia de que caberia ao partido vir a público para exaltar mensagens como a presunção de inocência e isenção com que o governo trata o trabalho da PF.
A questão, resumiu um interlocutor de Lula ao blog, é que há forte constrangimento em todo o campo governista em falar de maneira mais enfática sobre o assunto.
Ninguém quer que as declarações sejam entendidas como uma defesa pública de Lulinha ou ainda do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ainda mais em ano de eleição.
Fonte CNN Brasil
Foto: CNN









