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STF e tribunais criam penduricalho para assessores de ministros

O STF (Supremo Tribunal Federal) criou um penduricalho para assessores de ministros que poderão ampliar...

STF (Supremo Tribunal Federal) criou um penduricalho para assessores de ministros que poderão ampliar em até 22,5% a remuneração dos servidores. A decisão do Supremo é similar a que os outros tribunais superiores e os seis tribunais regionais federais haviam criado recentemente.

O benefício foi batizado de gratificação por atuação de alta complexidade técnica e administrativa (GAACTA) e, no caso do STF, foi criado por meio de uma resolução interna publicada no último dia 19.

A instituição do novo benefício vai na contramão das decisões recentes do Supremo em relação a juízes e promotores. A corte definiu que novas verbas indenizatórias não poderiam ser criadas por meio de atos administrativos, apenas por meio de aprovação de lei no Congresso Nacional.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) criou em maio a verba indenizatória, que não tem incidência de imposto, e, logo depois, o Conselho da Justiça Federal estendeu o benefício aos seis tribunais regionais federais.

Depois, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Superior Tribunal Militar (STM), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nota, o STF diz que a gratificação foi adotada após avaliação técnica e orçamentária e segue modelo já adotado por outros Tribunais e Conselhos Superiores.

“A Gratificação pelo Exercício de Atividades de Alta Complexidade está expressamente submetida ao teto remuneratório previsto na Constituição Federal. A resolução também veda sua utilização para compensar ou recompor valores excluídos da remuneração em razão da incidência do teto”

Segundo a Corte, a estimativa é de que 276 servidores sejam alcançados pela medida, com valor médio mensal de aproximadamente R$ 5.300,00 por servidor.

Confira a íntegra da nota:

A regulamentação da Gratificação pelo Exercício de Atividades de Alta Complexidade, Técnica e Administrativa (GAACTA) no Supremo Tribunal Federal foi precedida de avaliação técnica e orçamentária e segue modelo já adotado por outros Tribunais e Conselhos Superiores.

A gratificação é destinada a servidores ocupantes de cargos em comissão dos níveis CJ-1 a CJ-4 , que desempenham atividades e exercem liderança de equipes com alto nível de responsabilidade. A gratificação é escalonada em função do nível de complexidade destas atividades e busca reconhecer o grau de responsabilidade e especialização exigido para o desempenho de cada uma delas.

A GAACTA está expressamente submetida ao teto remuneratório previsto na Constituição Federal. A resolução também veda sua utilização para compensar ou recompor valores excluídos da remuneração em razão da incidência do teto.

A GAACTA não se enquadra nas situações alcançadas pelas decisões recentes desta Corte relativas a parcelas de caráter indenizatório destinadas a membros da Magistratura e do Ministério Público. A própria regulamentação da GAACTA estabelece salvaguardas para assegurar a observância desses precedentes e do teto constitucional.

A estimativa é de que 276 servidores sejam alcançados pela medida, com valor médio mensal de aproximadamente R$ 5.300,00 por servidor, custeado por dotações próprias do STF. Não haverá pagamento retroativo e os efeitos financeiros ocorrerão somente a partir da publicação da resolução.

Fonte CNN Brasil
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

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