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Criatividade é a habilidade de liderança nº1 para grandes executivos, não soft skill secundária

Quem estuda artes, design ou qualquer área criativa já ouviu alguma versão da...

Quem estuda artes, design ou qualquer área criativa já ouviu alguma versão da mesma pergunta: “e isso serve pra quê no mercado?” Um dos maiores estudos já feitos com CEOs no mundo tem uma resposta que contraria o senso comum. 

Criatividade não é um extra desejável em um líder. É, segundo os próprios executivos, a competência mais decisiva de todas.

O estudo que colocou criatividade acima de integridade
O IBM Global CEO Study, um dos maiores levantamentos já realizados com líderes empresariais, ouviu mais de 1.500 CEOs e dirigentes do setor público em 60 países e 33 setores, em entrevistas individuais conduzidas pelo Instituto de Valor Empresarial da IBM. 

O resultado surpreendeu até os próprios pesquisadores: 60% dos CEOs apontaram a criatividade como a qualidade de liderança mais importante, à frente de integridade, citada por 52%, e de visão global, com 35%.

Na avaliação dos próprios executivos, mais do que rigor, disciplina de gestão ou visão estratégica, navegar um mundo cada vez mais complexo exige criatividade.

Por que empresas dizem valorizar criatividade e não encontram quem contratar
O paradoxo é que, mesmo com esse discurso consolidado há mais de uma década, a oferta de profissionais com esse perfil continua escassa. Levantamentos do mercado americano mostram que 97% dos empregadores afirmam que a importância da criatividade só cresce, mas 85% dos que buscam contratar profissionais criativos dizem ter dificuldade real para encontrá-los.

Isso significa que quem tem essa formação, muitas vezes, não sabe traduzir isso em linguagem de liderança dentro de um processo seletivo. 

Comunicação, crítica construtiva, escuta ativa e inteligência emocional são competências centrais da formação em artes, e também são, ponto a ponto, as mesmas que aparecem em qualquer descrição de perfil de liderança.

Grandes empresas já levam artistas para formar seus líderes
O movimento inverso também já acontece dentro das corporações. Mais de 400 empresas da lista Fortune 500 usam aprendizagem baseada em arte para desenvolver lideranças, incluindo workshops, coaching individual e treinamento de equipes de alta gestão, prática documentada em publicações acadêmicas como o Journal of Business Strategy. 

A MIT Sloan School of Management chegou a criar uma disciplina de liderança que leva músicos de jazz e artistas circenses para ensinar futuros executivos a lidar com mudança e improviso.

O recado por trás desses dados é direto: formação criativa não é currículo paralelo ao de liderança, é currículo de liderança. Falta menos capacidade e mais espaço para provar isso fora do próprio meio artístico.

Fonte exame
Foto: Malte Mueller/Getty Images

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