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“Mortes de gestantes no HRSam ocorreram por complicações clínicas”

O secretário de saúde, Juracy Cavalcante afirmou, durante uma coletiva de imprensa nesta...

O secretário de saúde, Juracy Cavalcante afirmou, durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16/7), que as duas mortes de gestantes registradas na última semana no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) estão relacionadas a complicações clínicas distintas, ocorridas durante o trabalho de parto, e não necessariamente à escolha do tipo de procedimento.

Segundo o secretário, o caso de Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, que morreu na sexta-feira (10/7), envolveu um quadro grave de atonia uterina — quando o útero não consegue se contrair após o parto. “É uma situação em que o útero não retrai, o que pode provocar hemorragia intensa. Houve tentativa de controle, inclusive com a retirada do útero, para salvar a paciente”, explicou. A gestante havia dado entrada com 41 semanas de gravidez e, após horas em trabalho de parto, apresentou complicações que evoluíram para paradas cardiorrespiratórias. A bebê sobreviveu e permanece internada.

Já no caso de Maria Aparecida Caldino dos Santos, de 25 anos, que morreu na segunda-feira (13/7), o secretário destacou um problema relacionado à coagulação sanguínea. De acordo com ele, a paciente apresentou sinais atípicos, como sangramento nasal, o que levou a equipe a solicitar exames que não fazem parte do protocolo padrão do pré-natal. “Era uma alteração de coagulação que acabou impactando diretamente na evolução do quadro clínico”, afirmou. A jovem deu entrada para o parto da segunda filha e, segundo familiares, teria sido submetida ao parto normal mesmo manifestando preferência por cesariana.Play Video

As duas mortes, ocorridas com apenas três dias de intervalo, geraram questionamentos de familiares e abriram investigações por suspeita de negligência. Em ambos os casos, parentes relatam que as gestantes pediram cesariana e não foram atendidas. A Secretaria de Saúde, no entanto, reforça que a definição do tipo de parto segue critérios técnicos e clínicos, baseados em protocolos médicos.

Juracy Cavalcante reforçou que os casos continuam sendo analisados por meio de processos internos e que todas as circunstâncias estão sendo revisadas. Segundo o secretário, o objetivo é esclarecer completamente os fatos, identificar possíveis falhas e adotar medidas para evitar novas ocorrências na rede pública de saúde.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press

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