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Coro da Capela Sistina se apresenta hoje em missa na Catedral de Brasília

A música sacra atravessou séculos de história para ecoar, na noite desta quarta-feira...

A música sacra atravessou séculos de história para ecoar, na noite desta quarta-feira (8/7), no Santuário Dom Bosco. Em uma aula magna marcada pela solenidade e pela emoção, o maestro brasileiro Monsenhor Marcos Pavan, diretor da histórica Cappella Musicale Pontificia “Sistina”, apresentou ao público a tradição musical da Igreja Católica e a importância do canto litúrgico. Hoje, às 17h, o coro participará da Santa Missa na Catedral de Brasília e, após a celebração, realizará uma apresentação especial ao público.

O encontro desta quarta-feira reuniu religiosos, músicos, estudantes e admiradores da música coral. A Cappella Musicale Pontificia “Sistina”, responsável pela música das principais celebrações do Vaticano, é considerada uma das instituições corais mais antigas em atividade no mundo.

Para o arcebispo de Brasília, Dom Paulo César Costa, a presença do coro representa um momento especial para a capital. “É o coral da Capela do papa, com o maestro Marcos Pavan, que veio ao Brasil e passou por cidades como São Paulo e Curitiba antes de chegar a Brasília. É um momento especial para todas essas cidades que estão recebendo o coro e o maestro”, afirmou.

Segundo Dom Paulo, a apresentação aproxima os fiéis de uma tradição histórica da Igreja. “É o coro do Vaticano, um coro tradicional, talvez o mais antigo do mundo, que canta nas principais cerimônias do papa. É um momento bonito para quem é amante da música, da boa música e da cultura”, disse.

O arcebispo destacou a relação entre Igreja e cultura. “A Igreja sempre foi promotora da cultura. Durante muitos períodos da história, os papas foram grandes mecenas, aqueles que protegiam os artistas. A nossa missão também é promover a cultura, e é isso que estamos fazendo aqui com essa aula e com o maestro Marcos Pavan”, afirmou.

Durante a aula, Monsenhor Marcos Pavan explicou que a tradição musical da Capela Sistina vai além das apresentações religiosas. Segundo ele, trata-se de um patrimônio vivo, construído por gerações de músicos que preservaram técnicas e conhecimentos transmitidos ao longo dos séculos.

Nascido em São Paulo, Pavan se tornou, em 2020, o primeiro maestro não italiano a assumir a direção musical da Cappella Sistina em cerca de seis séculos.

Para Dom Paulo, a música possui papel fundamental na experiência de fé. “A música faz parte da liturgia. Ela tem a capacidade de levar o nosso pensamento a Deus, de nos fazer transcender. A boa música eleva, ajuda a rezar e ajuda a participar melhor da celebração”, explicou.

O funcionário público da área de educação Fabiano Silva, 38 anos, participou do encontro e destacou a importância da música sacra. “Eu sempre tive uma ligação muito forte com a Igreja e com a música. Para mim, a música sacra ajuda a gente a se conectar mais profundamente com Deus durante as celebrações”, afirmou.

Segundo ele, os cantos religiosos também são uma forma de oração. “Muitas vezes uma melodia, um canto ou uma letra conseguem tocar o coração de uma maneira que as palavras sozinhas não conseguem. Dentro da Igreja, ela ajuda a criar um ambiente de reflexão e aproximação com Deus”, disse.

O encontro resgatou momentos da história da instituição, desde suas origens nos séculos VI e VII até a influência na música renascentista. Obras de compositores como Giovanni Pierluigi da Palestrina e Gregorio Allegri ajudaram a consolidar um repertório que permanece presente nos principais coros do mundo.

Ao final, Fabiano afirmou que pretende levar o aprendizado para sua comunidade. “Quero aprender sobre a história, a tradição e ajudar outras pessoas a perceberem a beleza que existe na música sacra”, concluiu.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press

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