O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu nova manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) após a conclusão do inquérito sobre a arma de fogo de Jair Bolsonaro. O magistrado deu um prazo de 48 horas para que tanto o procurador-geral, Paulo Gonet, quanto a defesa do ex-presidente volte a se manifestar.
O inquérito policial sugeriu o indiciamento do sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma de fogo. O delegado do caso, porém, salientou que o registro de arma de fogo de Bolsonaro é válido e considerou que não houve ilegalidade cometida pelo dirigente de direita.
Na manifestação anterior, a PGR havia defendido a conclusão da investigação para concluir que teria havido falta grave de Bolsonaro. A expectativa agora é de que Moraes só decida se Bolsonaro seguirá em prisão domiciliar ou voltará ao regime fechado após as duas manifestações.
O militar carregava uma pistola, registrada no nome do ex-presidente, quando foi parado em uma blitz na capital federal. Segundo a autoridade policial, o militar, que faz a segurança do dirigente de direita, portava a pistola sem autorização formal do proprietário, em desacordo com a exigência legal.
Em depoimento, no dia da blitz, o sargento disse que levava a pistola para conserto e que a devolveria ao proprietário. O entendimento jurisprudencial, porém, é de que o porte funcional não autoriza o agente público a portar arma registrada em nome de terceiro.
Fonte CNN Brasil
Foto: Antonio Augusto/STF








