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Pesquisa revela o que os jovens talentos mais valorizam em uma empresa — e não é salário

A edição da “Pesquisa de Carreira 2025”, realizada pela Brasil Júnior — que...

A edição da “Pesquisa de Carreira 2025”, realizada pela Brasil Júnior — que representa o movimento de empresas juniores no país — revela que os estudantes que participam dessa atividade extracurricular chegam ao mercado de trabalho com ambições mais claras e preferências nos processos de recrutamento. 

O levantamento mostra que esse grupo pode não se comportar de forma passiva nas seleções. Pelo contrário, o jovem vinculado ao movimento pode possuir habilidades mapeadas, prioridades definidas e preferência por conexões presenciais com empregadores.

De acordo com os dados divulgados pela pesquisa, 43% dos empresários juniores têm o objetivo de atuar em empresas de mercado, com preferência pelos setores de Tecnologia, Consultoria e Indústria. 

O estudo aponta ainda que os fatores mais valorizados na escolha de uma empresa são o crescimento profissional (22,2%) e a flexibilidade (18,9%). Além disso, 23% dos entrevistados preferem conhecer as organizações em eventos, reforçando o peso das interações presenciais.

Quem é o empresário júnior?
O estudante que passa por uma empresa júnior — associação civil sem fins lucrativos administrada por universitários que prestam serviços ao mercado — costuma chegar ao mercado de trabalho com uma vantagem que vai além do currículo. 

Antes mesmo de finalizar a graduação, esses jovens já podem experimentar a dinâmica de um negócio real: negociam com clientes, trabalham com metas, assumem responsabilidades e entregam projetos com impacto concreto. 

Os dados também indicam que o principal diferencial apontado pelos próprios estudantes é o pensamento crítico, citado por 32% dos entrevistados. Em seguida aparecem liderança, mencionada por 25%, e criatividade, indicada por 18%, habilidades que também refletem a rotina de quem precisa conduzir equipes, lidar com pressão e transformar conhecimento acadêmico em entregas para clientes reais.

O recrutamento precisa sair da tela 
Embora sejam nativos digitais, os jovens universitários demonstram maior interesse em interações presenciais quando o assunto é o contato com marcas empregadoras. 

Segundo o levantamento, os canais de contato mais valorizados são eventos (23,4%), palestras e workshops (21,2%) e ativações nas universidades (20,7%). Essa preferência sinaliza que os processos seletivos totalmente automatizados não são suficientes para engajar essa geração. Diante disso, o mercado corporativo pode enfrentar o desafio de adaptar suas estratégias de atração e seleção. 

Para capturar o interesse dos novos líderes, a área de Recursos Humanos precisa ir além das telas. A presença ativa no ecossistema universitário e a oferta de propostas de valor focadas no desenvolvimento de carreira são indispensáveis para reter o perfil dinâmico do empresário júnior.

Fonte Exame
Foto: freepik

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