Fraturas nas costelas estão entre as lesões mais dolorosas e difíceis de tratar, já que a região da caixa torácica não pode ser totalmente imobilizada por causa da respiração. Para aprimorar o atendimento oferecido aos pacientes nesses casos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou, nesta quinta-feira (21), uma capacitação sobre o uso de um novo material utilizado para estabilizar os ossos torácicos com mais precisão e segurança.
O curso foi voltado a cirurgiões torácicos e dividido em duas etapas. Na parte teórica, os profissionais receberam orientações sobre o funcionamento da tecnologia e suas aplicações no tratamento de pacientes com fraturas nas costelas. Já na etapa prática, acompanharam uma cirurgia realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) em um paciente com fraturas crônicas.
O chefe da Cirurgia Torácica do HBDF, Antônio Bonaparte, explica que o diferencial da tecnologia está na adaptação do material à anatomia de cada paciente. “Você consegue moldar as peças que podem ser fixadas em diferentes tamanhos, o que torna o tratamento mais dinâmico e personalizado”, afirma.
Segundo o especialista, o novo sistema também pode proporcionar mais conforto durante a recuperação e reduzir riscos no pós-operatório. “A vantagem é uma recuperação mais rápida e segura, com menos dor e menos complicações no pós-operatório”, explica Bonaparte.
Os profissionais interessados também puderam acompanhar o procedimento de forma remota, ampliando o alcance da capacitação e permitindo a participação simultânea de equipes de diferentes setores.
Para o enfermeiro do Núcleo de Educação Permanente (Nudep), Aécio Donizetti, a formação antecipa a preparação técnica dos profissionais para quando o material passar a ser utilizado na rede. “É algo que vai beneficiar muito a população. A ideia é que, quando o material estiver disponível, os profissionais já estejam capacitados para utilizá-lo com segurança e eficiência”, destaca Donizete.
O cirurgião José Ribas, especialista em fraturas nas costelas e professor da Universidade de São Paulo (USP), também participou da atividade e ressaltou a importância da incorporação da tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa é uma das tecnologias mais modernas disponíveis atualmente para tratar fraturas nas costelas e pode trazer mais conforto e recuperação mais rápida aos pacientes”, afirma.
A ação contou com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted) e do Núcleo de Educação Permanente (Nudep), ambos vinculados à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep).
*Com informações do IgesDF
Por Revista Plano B
Fonte Agência Brasília
Foto: Divulgação/IgesDF









